- O presidente da Câmara, Hugo Motta, convocou líderes para uma reunião de emergência na noite de sexta-feira, 12, para definir uma resposta a decisões recentes do Supremo Tribunal Federal.
- Policiais federais realizaram busca em uma sala da Câmara, em nova operação que mira desvios em emendas parlamentares, com foco em Mariângela Fialek, conhecida como Tuca.
- A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino.
- A defesa de Tuca negou irregularidades, afirmando que a atuação foi técnica e apartidária.
- O entorno de Motta pressiona por resposta firme ao STF após Moraes ter anulada a votação que poupou Carla Zambelli e determinado a posse do suplente em até quarenta e oito horas.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou líderes para uma reunião de emergência na noite desta sexta-feira, 12. O objetivo é definir uma resposta a decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF). A sessão acontece após a Polícia Federal realizar buscas em uma sala da Câmara.
Mais cedo, a PF realizou a operação que mira desvios em emendas parlamentares. O alvo foi Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, ex-assessora de Arthur Lira (PP-AL) e atualmente na liderança do PP. A busca contou com autorização do ministro Flávio Dino.
Segundo a apuração, Fialek operava o encaminhamento de emendas, enviando listas, planilhas e instruções atribuídas à presidência da Câmara, mesmo após o fim do mandato de Lira. Registros apontam redirecionamentos de recursos para diferentes municípios, com anotações manuscritas.
A defesa de Tuca negou irregularidades, afirmando que a atuação era técnica e apartidária. A operação gerou descontentamento entre aliados de Motta, que cobram resposta firme à suposta invasão de prerrogativas pelo STF.
O entorno de Motta já discorreu sobre atritos com o STF desde a véspera. O ministro Alexandre de Moraes anulou a votação que poupou Carla Zambelli da cassação e determinou, em liminar, a posse do suplente da deputada, com posterior confirmação pela Primeira Turma do STF.
As ações indicam tensão entre os poderes Legislativo e Judiciário. A Câmara deve detalhar, na reunião de emergência, os próximos passos para lidar com as decisões do STF e com a operação da PF.
A operação desta sexta-feira segue sob escrutínio interno, com lideranças analisando os impactos políticos e institucionais. Não houve até o momento confirmação de novas diligências sobre outros alvos.
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