- Dois senadores democratas pediram investigação sobre a compra de ações da Venture Global, feita por Robert Pender e Michael Sabel, fundadores da empresa, após reunião com autoridades da Casa Branca.
- As operações ocorreram em março, dias depois de uma reunião com o governo que resultou numa autorização regulatória que favoreceu a expansão da empresa na Europa.
- As partes envolvidas negam irregularidades e afirmam que as transações seguiram as regras.
- A pressão para apurar possíveis conflitos de interesse ocorre em contexto de controvérsias anteriores ligadas à administração Trump e a políticas de pagamento a doadores.
- A Venture Global afirmou que as aquisições respeitaram regras da Comissão de Valores Mobiliários (SEC) e não comentou sobre novas avaliações em Capitol Hill.
Dois senadores democratas solicitaram uma investigação sobre uma sequência de compras de ações da Venture Global, companhia de LNG sediada na Virgínia, ligadas a bilionários do setor de combustíveis fósseis com fortes vínculos com a administração Trump. A solicitação envolve os fundadores e co-presidentes Robert Pender e Michael Sabel. As operações teriam ocorrido em março, pouco depois de uma reunião com autoridades da Casa Branca.
Segundo apuração, as compras somaram mais de 1 milhão de ações, cada uma avaliando quase US$ 12 milhões, nos dias seguintes ao encontro com membros do gabinete presidencial. A aquisição coincidiu com a emissão de uma licença regulatória que facilitou a expansão da empresa na Europa, o que motivou questionamentos sobre conflito de interesses.
Todos os envolvidos negam irregularidades. Parlamentares destacam preocupações com possíveis práticas de pay-to-play e lembram casos anteriores sob a gestão Trump. Eles defendem apuração para esclarecer eventuais favorecimentos ou abusos de poder.
Oposição ressalta histórico de doações de Venture Global ao comício de posse de Trump e atividades de lobby registradas. A gestão afirma que as ações seguem regras da SEC e não houve violação. A empresa não se pronunciou sobre as novas ações legislativas.
Além disso, o Guardian mostrou contatos entre o governo e o setor de energia para favorecer interesses de doadores. A Casa Branca sustenta que não houve conflito de interesse. A presidência afirmou que não houve envolvimento em irregularidades.
Analistas lembram que o cenário envolve exportação de energia e políticas públicas. A discussão sobre transparência e influência de doadores continua a ganhar espaço no Legislativo, com novos pedidos de auditoria em curso.
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