- Um funcionário da Enel foi preso em flagrante por cobrar R$ 2.500 para restabelecer a energia de estabelecimentos na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, nesta quinta-feira.
- Vídeos, áudios e mensagens obtidos pela CNN Brasil mostram a cobrança e a negociação para o pagamento, com o operário dizendo que só realizaria o serviço após a transferência.
- A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso é de corrupção passiva, a prisão foi ratificada e o inquérito segue no 16º Distrito Policial.
- A Enel afirmou que exigir pagamento para reparos na rede vai contra as regras da empresa e orientou clientes a usar canais oficiais para dúvidas.
- A Grande São Paulo segue sem energia pelo terceiro dia, com mais de 700 mil clientes afetados; a companhia aponta reconstrução de rede e já restabeleceu 1,8 milhão de clientes dos 2,2 milhões impactados.
Um funcionário da Enel, concessionária de energia da Grande São Paulo, foi preso em flagrante na tarde desta quinta-feira (11) por cobrar R$ 2.500 para religar o fornecimento de energia a estabelecimentos comerciais na Vila Mariana, zona sul da capital.
A prisão foi registrada com a filmagem do subprefeito da Vila Mariana, Rafael Minato. O policial passou parecer de comerciante para entender o que era necessário para a religação, e o técnico confessou que só realizaria o serviço após a transferência do dinheiro. A SSP informou que o caso deverá ser investigado por corrupção passiva.
A Enel informou que exigir pagamento para reparos na rede elétrica está fora de suas regras de conduta e orientou funcionários e clientes a procurarem os canais oficiais de atendimento. A Secretaria de Segurança Pública confirmou a prisão em flagrante e que o caso tramita no 16º DP, com as provas anexadas ao inquérito.
Contexto da crise de energia e desdobramentos
A Grande SP segue com queda de energia, em meio a ciclogênese recente. A Enel disse que o restabelecimento é gradual e envolve reconstrução de rede, postes e transformadores. Até o momento, mais de 700 mil clientes ainda estavam sem energia.
A empresa informou já ter restabelecido a energia para cerca de 1,8 milhão de clientes, entre 2,2 milhões atingidos. O processo segue com trabalhos de recondução de cabos e infraestrutura, enquanto as causas do apagão são avaliadas pelas equipes técnicas.
Desde o início da semana, a região enfrentou impactos do ciclone extratropical, com mais de 1.600 chamados para quedas de árvores, além de trânsito e falhas no transporte público. A apuração do caso da cobrança visa esclarecer se houve prática criminosa adicional associada ao fornecimento.
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