- Os conservadores propõem encerrar a proibição de venda de carros a gasolina/diesel a partir de 2030 e cortar o mandato de veículos de zero emissão (ZEV).
- O plano elimina a obrigação de vender uma parcela fixa de veículos de zero emissão, mantendo metas definidas até 2035, além de manter investimentos em infraestrutura para carros elétricos.
- Pretende ainda cortar subsídios não relacionados à pesquisa e desenvolvimento vinculados ao ZEV, estimando economia de £ 3,8 bilhões na próxima década.
- O governo manteria o financiamento de infraestrutura para apoiar o mercado de veículos elétricos, sob críticas de que a medida pode criar incerteza para fabricantes e consumidores.
- Greenpeace critica a proposta, afirmando que atrasos prejudicariam empregos e a transição para o EV; o governo sustenta o compromisso com a faseout de veículos com zero emissão até 2035 e investimentos para a indústria.
O Partido Conservador apresentou propostas para encerrar a proibição de 2030 sobre carros novos a gasolina e diesel, além de eliminar o mandato de veículos de emissões zero (ZEV). A ideia é retirar a obrigação legal de as fabricantes venderem uma parcela fixa de veículos de zero emissão a cada ano, mantendo, ainda assim, investimentos em infraestrutura para EV.
A proposta também prevê eliminar subsídios não relacionados à pesquisa e desenvolvimento do ZEV, para reduzir encargos regulatórios. O objetivo é reduzir custos para famílias e indústria, mantendo os investimentos em infraestrutura para o mercado de veículos elétricos. A liderança conservadora sustenta que esse caminho preserva a competitividade e atratividade econômica.
Contexto e posições
Kemi Badenoch, líder dos Conservadores, afirmou que o Labour acelerou para metas de net zero, impactando a indústria automotiva. Os conservadores defendem manter o apoio a infraestrutura sem impor prazos que, segundo eles, não refletem a demanda do consumidor.
O governo de oposição, o Labour, restaurou a regra anterior e mantém a meta de que todo carro novo seja de zero emissão até 2035, com participação progressiva na frota. A mudança de regime é vista como elemento central da disputa política sobre o ritmo da transição.
Reações e dados
A Greenpeace UK criticou as propostas, destacando que mudanças devem ocorrer apenas com prazos claros e previsíveis para evitar impactos na indústria, empregos e investimento. A organização apontou que atrasos ou retrocessos podem prejudicar a transição e o mercado automotivo.
Em resposta, um porta-voz conservador afirmou que o governo manterá o financiamento de infraestrutura para apoiar a transição, incluindo apoio a fabricantes e consumidores. O gabinete destacou investimentos superiores a 7,5 bilhões de libras para incentivar a produção nacional e a adoção de veículos elétricos.
Perspectivas e impactos
A proposta pretende reduzir custos para famílias e empresas, eliminando quase 3,8 bilhões de libras em encargos regulatórios previstos para a próxima década, segundo o partido. A manutenção de investimentos em infraestrutura seria necessária para sustentar a expansão do mercado de EVs.
Analistas avaliam que o debate envolve equilíbrio entre estímulo à inovação, proteção ao emprego e ajuste fiscal. A discussão continua em meio a avaliações de impactos econômicos, sociais e ambientais da possível mudança regulatória.
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