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Gayer é acusado de desviar emenda não paga, diz advogado

PF visita a sede; escola funciona online desde 2020 e não presencial; mais de cinco ar‑condicionados alimentam suspeita de atividade escolar no escritório político da operação Discalculia

Deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) (Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados)
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  • O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) é alvo de investigações ligadas à operação Discalculia, que apura uso de cota parlamentar e possível financiamento de manifestações de oito de janeiro de dois mil e vinte e três.
  • A defesa sustenta que o parlamentar é acusado de desviar uma emenda parlamentar que nunca foi paga e classifica o caso como frágil.
  • A Polícia Federal esteve na sede e não encontrou escola de inglês presencial; segundo o advogado, a escola funciona online desde dois mil e vinte.
  • Ainda de acordo com a defesa, houve contagem de ar-condicionado no local e há indícios de mais de cinco aparelhos instalados no escritório político.
  • A defesa descreve o indiciamento como ginástico e acusa retaliação política, com críticas ao ministro Alexandre de Moraes; o caso segue em segredo de justiça.

O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) pode responder a investigação ligada à Operação Discalculia, que envolve uso da cota parlamentar e possível financiamento de uma escola de inglês em Goiânia. A PF esteve na sede, mas não encontrou escola presencial, apenas indicativos de atividade online desde 2020.

A defesa, conduzida pelo advogado Victor Hugo, sustenta que as acusações são frágeis e tratam-se de retaliação política. Segundo ele, não houve desvio de emenda paga e a denúncia seria uma “ginástica” jurídica para pressionar o parlamentar.

A apuração aponta que a escola funcionaria virtualmente e ocorreria no mesmo local do escritório político. Em diligência, houve relato de que servidores teriam informado à PF que a escola não existia no espaço físico.

Segundo Victor Hugo, a PF realizou uma abordagem no local para tentar uma matrícula; não houve comprovação de instituição física, mas havia indícios de presença de mais de cinco aparelhos de ar-condicionado no ambiente.

O caso mantém sigilo de Justiça e está conectado à investigação sobre uso da cota parlamentar para financiar manifestações de 8 de janeiro de 2023. Moraes é citado pela defesa como alvo de críticas.

A defesa afirma que a intenção é dificultar a atuação de Gayer, que planejava outras pautas, inclusive uma possível candidatura ao Senado. A apuração continua com novas diligências previstas.

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