- José Antonio Kast foi eleito presidente do Chile, com mais de 58% dos votos, segundo o Serviço Eleitoral (Servel).
- Oito mês de eleição contou com cerca de 15,6 milhões de eleitores aptos a votar, segundo a Reuters.
- Oito Jeanette Jara, candidata de esquerda, reconheceu a derrota e desejou sucesso ao presidente eleito.
- Lula parabenizou Kast pelas redes sociais e mencionou a continuidade da cooperação entre Brasil e Chile.
- Kast promete endurecer o combate ao crime, expulsar cerca de 340 mil imigrantes sem documentos e defender medidas de fronteira, incluindo muro na fronteira com a Bolívia, trincheira e uso de 3.000 militares em áreas críticas.
José Antonio Kast foi eleito presidente do Chile no segundo turno realizado neste domingo, 14 de dezembro de 2025, em Santiago. O candidato de direita venceu com mais de 58% dos votos, conforme o Servel. O resultado encerra a alternância entre direita e esquerda que marca a política chilena desde 2010.
O presidente eleito recebeu cumprimentos de líderes estrangeiros, entre eles o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que expressou votos de pleno êxito e reforçou a continuidade da cooperação bilateral e da integração regional. A escolha de Kast já era prevista em pesquisas desde o primeiro turno.
Jeanette Jara, candidata da esquerda, reconheceu o resultado. Ela ocupava o posto de ex-ministra do Trabalho no governo de Gabriel Boric e havia elevado a participação da esquerda no pleito, mas não conseguiu superar o desempenho da chapa de Kast no segundo turno.
Perfil e propostas de Kast
Kast, de 59 anos, lidera o Partido Republicano e promete endurecer o combate ao crime. Entre as medidas, defensores e críticos mencionam o objetivo de deter e expulsar cerca de 340 mil imigrantes sem documentação, além de ampliar a atuação das forças de segurança.
O plano de Kast prevê um “escudo fronteiriço” que incluiria erguer um muro na fronteira com a Bolívia, cavar uma trincheira e mobilizar até 3.000 militares para conter entradas irregulares. O candidato também defende ampliar os poderes da polícia no enfrentamento à violência.
Dados de segurança pública disponíveis antes das eleições apontavam preocupações da população com o tema. O Chile, considerado entre os países mais seguros da região, registrava aumento de crimes como homicídios e sequestros nos últimos anos, segundo pesquisas e fontes oficiais.
Entre na conversa da comunidade