- A Polícia Federal informou que o deputado Alexandre Ramagem contou com o apoio de um “grupo” para deixar o país; Celso Rodrigues de Mello, filho de empresário ligado ao suposto grupo, foi detido.
- A rota apontada envolve viagem por terra de Boa Vista, em Roraima, até Georgetown, na Guiana, seguido de embarque para Miami; Ramagem teria entrado nos Estados Unidos com um passaporte diplomático cancelado.
- Ramagem foi condenado a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, e é considerado foragido; o STF já havia bloqueado salário e cota parlamentar dele.
- A investigação aponta que Ramagem poderia ter utilizado a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários políticos e criar dúvidas sobre o sistema eleitoral.
- O chefe da PF, Andrei Rodrigues, mencionou outras frentes, como a apuração envolvendo a assessora do ex-presidente Arthur Lira e o caso do banco Master, afirmando que a operação apura todos os elos da chamada “Operação Transparência” sem prejuízo às prerrogativas do STF.
A Polícia Federal confirmou que o deputado federal Alexandre Ramagem contou com o apoio de um “grupo” para fugir do país. A informação foi apresentada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em entrevista nesta segunda-feira. Ramagem, condenado a 16 anos de prisão, segue foragido.
A PF informou que a rota de fuga começou em Boa Vista, em Roraima, seguiu para Georgetown, na Guiana, e seguiu de avião até Miami, nos Estados Unidos. Segundo a corporação, Ramagem entrou nos EUA com um passaporte diplomático cancelado. O detido Celso Rodrigues de Mello, de 27 anos, filho de um empresário ligado ao provável grupo, foi preso.
Além de Ramagem, a PF citou que a investigação envolve a utilização da estrutura da Abin para monitorar adversários políticos. O caso está ligado ao conjunto de apurações envolvendo a chamada Operação Transparência e as cotas parlamentares. O STF já bloqueou salário e cota parlamentar do ex-diretor da Abin.
Fatos novos e desdobramentos
Andrei Rodrigues destacou que há meses a PF acompanha a saída do parlamentar e identificou o grupo que facilitou a fuga. A autoridade afirmou que a apuração envolve todos os elos da organização criminosa investigada. Também citou investigações envolvendo assessora de Arthur Lira e o caso do banco Master, sem indicar prejuízos à prerrogativa do STF.
A PF reiterou que a análise não considera a importância dos alvos isoladamente, mas sim o conjunto de envolvidos. Conforme os fatos, a investigação mira responsabilizações dos participantes e eventual cooperação internacional para cumprimento de medidas legais. Não houve confirmação de outras prisões até o momento.
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