- A residente permanente Hilda Ramirez Sanan e seus dois filhos cidadãos americanos processam a Agência de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) após uma detenção ocorrida em Chelsea, Massachusetts.
- A ação afirma que quatro veículos não marcados cercaram o carro da família, quebraram as janelas do veículo e agrediram Ramirez Sanan e o irmão.
- O filho de 13 anos, que tem transtorno do espectro autista, foi retirado à força do carro e interrogado sobre status jurídico, idade e residência, com ameaças de prisão.
- A família foi levada ao pronto-socorro; Ramirez Sanan sofreu concussão, contusões e lesão no nervo radial.
- A ação, movida pela Lawyers for Civil Rights, busca 1 milhão de dólares em danos; a ICE não comentou o caso.
O caso envolve Hilda Ramirez Sanan, residente permanente com mais de 20 anos nos EUA, e seus dois filhos, cidadãos americanos. Eles foram detidos de forma alegadamente ilegal por agentes do ICE em Chelsea, Massachusetts, em 26 de setembro, durante uma visita à audiência do irmão da esposa. A família foi hospitalizada após a detenção.
Segundo a denúncia, quatro veículos do ICE cercaram o carro da família com motoristas não identificados. Em poucos segundos, as janelas dianteiras e traseiras foram quebradas sem aviso. Ramirez Sanan e o irmão teriam sido agredidos com estilhaços de vidro, e a detenção ocorreu na frente das crianças.
O registro aponta que a polícia local só pediu identificação quando já havia sido iniciada a retirada da mãe do carro. A menina autista de 13 anos foi retirada à força do veículo, questionada sobre status jurídico e residência, e ameaçada com prisão caso não respondesse. A família foi encaminhada a atendimento emergencial.
Ramirez Sanan sofreu concussão, ferimentos e lesões no braço; os filhos também foram avaliados no pronto-socorro. A ação judicial, movida pela Lawyers for Civil Rights, pede 1 milhão de dólares em danos. O ICE não comentou o caso até o momento.
A denúncia descreve ainda que as autoridades não se identificaram nem apresentaram mandado. Os advogados afirmam que a atuação foi ilegal, desproporcional e marcada por violência. A defesa sustenta que a violência deixou marcas emocionais nos dependentes.
A equipe jurídica da acusação enfatiza a necessidade de responsabilização por abusos contra imigrantes e famílias. O processo, apresentado em nome de Ramirez Sanan, busca reparação financeira e prevenção de novas ocorrências semelhantes. A defesa não foi divulgada.
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