- Susie Wiles concedeu 11 entrevistas para a autora Chris Whipple, com observações feitas antes de Trump reassumir a presidência, destacando expectativa de retaliação contra adversários quando houver oportunidade.
- Ela descreveu Trump como alguém que tende a agir para ajustes de contas, mesmo não sendo movido por retaliação constante, e afirmou que ele faria isso ao encontrar uma chance.
- Wiles afirmou ter alertado Trump contra perdoar os 1.500 manifestantes da insurreição de 6 de janeiro de 2021, reconhecendo o trabalho do FBI em identificar culpados, e comentou sobre sentenças de combatentes violentos já cumpridas.
- A interlocutora criticou Elon Musk e o projeto Doge, avaliando a atuação da USAID de forma desfavorável e descrevendo Musk como “um sujeito muito estranho”; mencionou ainda divergências sobre declarações dele.
- Sobre o governo, Wiles elogiou o gabinete como “de classe mundial” e criticou a atuação de Pam Bondi nos arquivos de Epstein; também comentou o andamento de políticas de deportação e elogiou alguns nomes do ciclo de indicação, com ressalvas sobre JD Vance.
Susie Wiles, assessora da Casa Branca, concedeu11 entrevistas a Chris Whipple para a Vanity Fair, oferecendo um retrato franco de uma possível segunda gestão de Donald Trump. O material revela avaliações sobre personalidade, estratégias políticas e decisões passadas do ex-presidente.
Conforme as declarações, Trump descreve o foco em retaliação contra adversários quando surgirem oportunidades, segundo a narrativa de Wiles. Ela diz ter acordado de forma informal a conclusão de pendências nos primeiros 90 dias de governo, algo que não ocorreu integralmente. A reportagem traça o perfil de governança que ele estaria buscando.
Wiles aponta que a atuação de Trump em relação a casos jurídicos já acumulados envolve atos de retaliação, mas afirma que nem sempre esse impulso partiu dele de forma constante. Ela sustenta que o FBI teve um papel crucial na identificação de responsáveis por crimes, o que gerou divergências com orçamentos de punição propostas pelo ex-presidente.
A ex-assessora também critica o envolvimento de Elon Musk com iniciativas de eficiência governamental e com a dissolução de programas como a USAID. Ela caracteriza Musk como uma figura complexa, destacando discordâncias com algumas de suas propostas públicas.
Sobre 6 de janeiro de 2021, Wiles diz ter aconselhado Trump a evitar a anistia total de participantes da insurreição. Ela elogia o trabalho do FBI na apuração dos fatos, mesmo ao reconhecer tensões com membros do governo e com aliados de Trump que defendiam abordagens diferentes.
Entre outros pontos, a entrevista aborda decisões sobre políticas de imigração, com sinais de apreensão sobre como o processo de deportação poderia ser ajustado. Ela também elogia o potencial de um grupo de indicados do governo, considerado por ela como uma equipe capaz de enfrentar resistências internas.
Wiles expressa avaliações sobre nomes do gabinete, variando entre elogios a figuras consideradas fortes e críticas a escolhas que, segundo ela, mostraram fragilidades em determinados cargos. O material também menciona a relação de Trump com figuras próximas, sem que haja respostas públicas até o momento.
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