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Moraes menciona relação com Ciro Nogueira desde 2005

Moraes afirma conhecer Ciro Nogueira desde 2005 e rejeita monitoramento para marcar reunião; aponta acusações sobre plano de golpe e o núcleo 4 no caso

Ciro Nogueira e Alexandre de Moraes. (Foto: Pedro França/Agência Senado; Rosinei Coutinho/STF)
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  • Moraes afirmou conhecer o senador Ciro Nogueira desde 2005 e ter contatos pessoais dele, negando plausibilidade de monitoramento para marcar reunião.
  • O ministro explicou que reuniões públicas costumam ser marcadas diretamente ou pela secretária, não por monitoramento prolongado.
  • A defesa de um coronel contestou a alegação de monitoramento; o caso envolve a tramitação no STF e ações ligadas ao que é chamado de “núcleo 2” e ao “núcleo 4”.
  • Ciro Nogueira apoiou publicamente o ex‑presidente Jair Bolsonaro, mas não assinou pedido de impeachment de Moraes; criticou decisão de Gilmar Mendes sobre impeachment, sem concordar com retaliação.
  • A Primeira Turma do STF julga a ação penal nº 2.693, que envolve a denúncia de planos como a “minuta do golpe” e o suposto assassinato de autoridades, incluindo Moraes; o debate inclui o papel do cargo e a neutralidade.

Alexandre de Moraes disse que conhece o senador Ciro Nogueira desde 2005 e que mantém contatos pessoais com o político. Em defesa de uma acusação, o ministro afirmou não haver plausibilidade de monitoramento para marcar reunião entre eles, destacando que reuniões públicas costumam ser marcadas diretamente ou por secretária.

O magistrado explicou que o relacionamento de longa data com Ciro Nogueira não implica em ações de neutralização ou uso de monitoramento para encontros, mantendo o tom de defesa de seu trabalho no STF. Moraes reforçou o que considera normal no funcionamento das agendas oficiais.

Contexto e desdobramentos legais

A discussão ocorre no contexto da atuação do STF sobre ações envolvendo o núcleo 4, apontado pela acusação como responsável pela elaboração da chamada minuta do golpe e por planos que teriam buscado impedir votações de eleitores no Nordeste. O caso tramita na Primeira Turma da corte.

Segundo a denúncia, o núcleo 4, chamado pelos investigadores de os chamados kids pretos, estaria ligado a planos que incluíam ameaças à própria integridade de autoridades. A Procuradoria-Geral da República mencionou atrasos processuais como um entrave ao andamento de partes do plano.

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