- Investigações da Polícia Federal contra o crime organizado continuam mirando o “andar de cima”, com ações como Carbono Oculto e Transparência, além de operações contra políticos e controle de armas.
- O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que os poderosos que financiam e comandam o crime merecem atenção, não apenas os considerados de menor escalão.
- A operação Carbono Oculto atacou um esquema do Primeiro Comando da Capital com ligações à Avenida Faria Lima; em 2025, os bloqueios judiciais chegaram a 9,6 bilhões de reais, alta de cinquenta por cento em relação a 2024.
- A Operação Transparência envolveu apurações sobre a ex-assessora Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, ligada ao presidente da Câmara, Arthur Lira, e ao chamado orçamento secreto.
- Sobre armas, o controle dos CACs (colecionadores, atiradores desportivos e caçadores) passou do Exército para a PF em julho de 2025; há aproximadamente um milhão de CACs cadastrados e 1,5 milhão de armas, com 70% dos CACs sem arma.
O que aconteceu: a Polícia Federal avança em ações contra o crime organizado, mirando o que chama de andar de cima. As operações Carbono Oculto e Transparência ganham destaque, com impactos sobre políticos e proprietários de recursos.
Quem está envolvido: o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, reforça o tom de endurecimento. Também aparecem a ex-assessora Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, e o deputado Alexandre Ramagem, alvo de investigações. Pessoa relevante é citada pela PF para esclarecer desvios.
Quando e onde: as ações ocorreram ao longo deste ano, com desdobramentos em Brasília e outros estados. A operação Carbono Oculto teve foco na Avenida Faria Lima, em São Paulo, enquanto a Operação Transparência mira endereços ligados à Câmara.
Por quê: a PF busca esclarecer redes de financiamento e influência do crime organizado sobre políticas públicas. O objetivo é impedir desvios de dinheiro público vinculados a emendas parlamentares e a favorecimentos a organizações criminosas.
Carbono Oculto e a intensificação de ações contra o poder
A PF destaca que não há distinção de estatura política para investigados. Dados indicam aumento de 50% no total bloqueado judicialmente neste ano, chegando a 9,6 bilhões de reais. O foco está no dinheiro que alimenta atividades criminosas.
Ramagem e a linha de investigação
Em 13 de dezembro, Ramagem fugiu do Brasil. Segundo a PF, ele deixou o país por Roraima, atravessou a fronteira com a Guiana e seguiu para os EUA a partir de Georgetown. A corporação investiga o destino de recursos ligados a esse caso.
Controle de CACs e mudanças institucionais
Desde julho de 2025, o controle de CACs passou do Exército para a PF. Hoje, cerca de 1 milhão de pessoas são registradas e 1,5 milhão de armas estão sob posse da PF. No entanto, a concentração de armas permanece elevada entre poucos indivíduos.
Emendas, leis e o cenário no Congresso
A PF monitora o chamado orçamento secreto, ligado ao governo anterior. O Senado discute reformas da Lei Antifação, com pontos centrais em disputa entre Câmara e Senado. A oposição e o governo tentam ajustar o texto para endurecer punições.
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