- O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que Ramagem só renunciará ao mandato se obtiver asilo político nos Estados Unidos.
- Por essa razão, o PL diz que Ramagem não renunciará nesta semana, mesmo que o processo de perda de mandato seja pautado pelo plenário.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, havia sinalizado levar o tema ao plenário nesta semana; o PL busca postergar enviando o caso à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
- O PL julga ter votos suficientes para barrar a cassação, mas teme que o STF possa invalidar a decisão por já ter transitado em julgado.
- Sóstenes Cavalcante comentou publicamente as condições para a renúncia/asilo durante almoço com jornalistas em Brasília.
Como reduzir o risco de cassação, o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) condiciona sua renúncia ao mandato à obtenção de asilo político nos Estados Unidos. A posição foi anunciada nesta segunda-feira (15) pelo líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ). O partido informou que Ramagem ainda não pretende renunciar nesta semana, mesmo com o processo pautado pelo plenário.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou levar o caso a plenário na semana anterior. O PL mantém a avaliação de que possui votos para barrar a cassação, acompanhando o raciocínio usado em casos semelhantes, como o de Carla Zambelli. Entretanto, a legenda avalia que o STF pode invalidar a cassação caso o processo já tenha transitado em julgado.
Nova posição do PL e desdobramentos
Segundo Cavalcante, Ramagem disse que pretende renunciar no próximo ano, caso o pedido de asilo seja bem-sucedido. O PL tenta postergar a votação, enviando o caso inicialmente para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Cavalcante mencionou, durante almoço com jornalistas em Brasília, a hipótese de o partido pedir uma revisão da pauta.
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