- O ano terminou com a sensação de contradição entre promessas de conciliação e a vulnerabilidade de negros, mulheres, povos tradicionais e juventude periférica.
- As estatísticas lembram que a violência não tira férias, o racismo permanece ativo e a democracia é objeto de disputa, especialmente perto de eleições.
- A violência política, o uso da “liberdade de expressão” para crimes de ódio, e as violências sobre territórios e florestas são apontadas como expressões da desigualdade racial e territorial.
- Mesmo diante das perdas, houve persistência: mães que transformam luto em luta, comunidades quilombolas que seguem sobrevivendo e jovens ativistas que conectam justiça climática, racial e de gênero.
- Em 2026, reorganiza-se o desafio: enfrentar a extrema-direita, manter coragem e organização e escolher políticas que protejam em vez de mutilar, defendendo um país que não transforma sua população em estatística.
Ao longo do ano, a coluna de CartaCapital aborda contradições do Estado brasileiro: promessas de conciliação convivem com vulnerabilidade de negros, mulheres, povos tradicionais e juventude periférica. A violência não para, e a democracia fica em disputa, especialmente próximo de eleições.
Com foco em dados, o texto analisa casos de violência institucional, violência contra mulheres, uso da liberdade de expressão como defesa de crimes de ódio e a relação entre território, floresta e desigualdade racial. O material também aponta a necessidade de nomear problemas estruturais.
O artigo de 2023 destaca que, apesar dos obstáculos, persistência de movimentos sociais avança. Mães transformam luto em luta, comunidades quilombolas seguem atuando sem titulação, jovens ativistas levam questões de justiça climática, racial e de gênero a espaços públicos.
Contexto eleitoral e desafios institucionais
A análise aponta que o próximo ciclo eleitoral tende a testar o projeto civilizatório defendido por setores progressistas, frente a ataques da extrema-direita que permanecem organizados e financiados. Racismo, desinformação e ataques à democracia são citados como elementos recorrentes.
Desdobramentos sociais e ambientais
A coluna relaciona violência pública, violações de direitos e políticas que afetam territórios e populações étnicas com desigualdades estruturais. A relação entre políticas ambientais e equidade racial é apresentada como eixo central de conflitos.
Perspectivas para 2026
O texto indica que 2026 exigirá coragem, organização e vigilância constante. Mesmo com dificuldades, aponta possibilidades de escolhas políticas que protejam pessoas e denunciem abusos, sem abrir mão de críticas e de ações coletivas.
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