- O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou, em decisão publicada no dia 15, o pedido de Marcio Andrade Bonilho para se livrar de acusações da Lava Jato.
- Bonilho, ex-sócio da Sanko Sider e Sanko Serviços, buscava estender aos seus atos o benefício da decisão que anulou os atos da operação contra o doleiro Alberto Youssef.
- A Justiça já havia condenado Bonilho a 14 anos de prisão por desvio de recursos destinados à Refinaria Abreu e Lima, entre 2009 e 2014.
- Toffoli afirmou que a análise do pedido exigiria considerar elementos fora do escopo do processo que envolveu Youssef, já que as situações fático-jurídicas são distintas e as razões são estritamente pessoais.
- Caberá recurso à decisão.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou nesta segunda-feira 15 um pedido do empresário Marcio Andrade Bonilho. O objetivo era estender ao empresário os efeitos da decisão que anulou atos da Lava Jato contra o doleiro Alberto Youssef.
Bonilho foi sócio da Sanko Sider e da Sanko Serviços. Ele já havia sido condenado a 14 anos de prisão por desvio de recursos destinados à Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, entre 2009 e 2014.
A defesa argumentou que, com as decisões contra Youssef invalidadas, deveria valer a mesma remissão para Bonilho. O STF, porém, entendeu que é preciso analisar elementos que não fazem parte do processo de Youssef.
Toffoli afirmou que as circunstâncias fático-jurídicas são distintas e que as razões da decisão anterior são estritamente pessoais e não se comunicam ao requerente. A decisão está sujeita a recurso.
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