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Vídeo não mostra Ibama expulsando famílias para venda de terra à China

Vídeo mostra operação federal expulsando produtores de área indígena em Rondônia; demarcação falha por erro de digitação invadiu assentamento, não venda ao exterior

1 de 2 Cenas retratadas em vídeo não mostram expulsão pelo Ibama — Foto: g1
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  • Circula nas redes um vídeo que diz que o Ibama expulsou famílias para vender terras à China; a informação é falsa.
  • As imagens reais mostram uma operação federal após decisão judicial para remover produtores de uma Terra Indígena em Alvorada d’Oeste, Rondônia.
  • A disputa fundiária envolve a Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau e chegou à justiça por causa de informações sobre demarcação.
  • Um erro de digitação reconhecido pela Funai fez com que o Marco 26 da terra demarcada sobrepusesse-se à área do assentamento, invadindo terras de produtores.
  • A nascente do rio Igarapé Norte-Sul é o foco da localização do Marco 26; coordenadas indevidamente inseridas as distanciaram da posição correta.

Circula nas redes um vídeo que mostra operações federais em uma área rural de Rondônia. A legenda afirma que o Ibama expulsou famílias para vender terras à China. A informação é incorreta. Não há indicação de desapropriação para venda ao exterior nem ação do Ibama.

O material real registra uma operação após decisão judicial, dirigida a produtores rurais na Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, em Alvorada d’Oeste, no interior de Rondônia. As imagens mostram autoridades federais atuando para cumprimento de ordem judicial.

A controvérsia envolve a demarcação da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, que gerou tensões com produtores próximos. A Funai confirmou que houve equívoco documental relacionado à demarcação, com uma falha de digitação nas coordenadas da nascente do rio Igarapé Norte-Sul.

Contexto da disputa

Segundo a Funai, o Marco 26 da Terra Indígena estava descrito na nascente, mas as coordenadas inseridas incorretamente invadiram a área de assentamento. O erro deslocou o perímetro da demarcação por quilômetros, sobrepondo-se à área ocupada pelos produtores.

Em comunicado, a Funai informou que a situação já foi reconhecida e está sendo corrigida. A Prefeitura de Alvorada d’Oeste não confirmou novas ações, mantendo o acompanhamento do caso junto aos órgãos federais.

As informações oficiais reiteram que não houve venda de terras nem relação com China. O objetivo das ações legality foi o cumprimento de decisão judicial envolvendo a demarcação e a proteção de áreas indígenas, com foco na regularização fundiária e na segurança jurídica das partes envolvidas.

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