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DPU lança novo recurso para tentar livrar Eduardo Bolsonaro de ação no STF

Defensoria entra com embargos de declaração no STF para rejeitar denúncia contra Eduardo Bolsonaro por coação, alegando imunidade parlamentar e debate político legítimo

O novo recurso da DPU para tentar livrar Eduardo Bolsonaro de ação no STF
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  • A Defensoria Pública da União entrou com embargos de declaração no STF para pedir a rejeição da denúncia contra o deputado Eduardo Bolsonaro por coação na ação do golpe; o protocolo ocorreu na terça-feira, 16.
  • A defesa sustenta que as atitudes de Eduardo contra o STF integram debate político legítimo, relacionam‑se ao exercício do mandato e que a publicidade das manifestações afasta a configuração de grave ameaça; destaca a imunidade parlamentar.
  • A Procuradoria-Geral da República denunciou Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo Filho em 22 de setembro por tentativa de coagir autoridades para impedir o julgamento da ação do golpe.
  • Em 26 de outubro, a Primeira Turma aceitou a denúncia e tornou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro réu na ação; a pena prevista é de um a quatro anos de prisão, além da correspondente à violência empregada.
  • Ao votar pela aceitação da denúncia, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que o objetivo principal das condutas era livrar o ex-presidente Bolsonaro da condenação e mencionou possíveis sanções dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.

A Defensoria Pública da União protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) embargos de declaração para pedir a rejeição da denúncia contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação na ação do golpe. Os recursos foram apresentados nesta terça-feira, 16, no STF. A defesa sustenta que as ofensivas do parlamentar contra o STF integram o debate político legítimo e dizem respeito ao exercício do mandato, argumentando que a publicidade das manifestações afasta a configuração de grave ameaça e, por isso, não haveria coação.

A DPU afirma ainda que a imunidade parlamentar é garantia institucional do livre exercício do mandato. Ao final, o texto pede que seja suprida a omissão apontada e requer efeitos infringentes excepcionais aos embargos para que a denúncia seja rejeitada.

Contexto

Em 22 de setembro, a Procuradoria-Geral da República denunciou Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo Filho por tentativa de coagir autoridades para impedir o julgamento da ação do golpe. Em 26 de outubro, a Primeira Turma do STF aceitou a denúncia e tornou o deputado réu.

Dados processuais

A pena prevista pelo crime varia de um a quatro anos de prisão, acrescida da pena correspondente à violência empregada. No julgamento de aceitação da denúncia, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que o objetivo principal das condutas era livrar o ex-presidente Jair Bolsonaro da condenação.

Acusações apresentadas

Conforme a denúncia, Eduardo articulou a aplicação de sanções do governo dos EUA contra autoridades brasileiras. Entre as ações citadas, haveria suspensão de vistos de autoridades brasileiras, imposição de sobretaxas a produtos nacionais e uso da Lei Magnitsky contra Moraes. O Ministério Público sustenta que tais ações teriam o objetivo de interferir no julgamento.

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