- Ao longo do ano, o governo acumulou derrotas no Congresso, incluindo a derrubada do decreto do IOF, que acabou virando mobilização de oposição e discurso político para o presidente Lula.
- A disputa com o Legislativo deve seguir em 2026, com o Planalto anunciando redução de propostas que dependam de aval parlamentar e mantendo apenas assuntos estritamente necessários.
- A redução da jornada de trabalho, com o fim da escala 6×1, aparece entre as exceções que podem avançar, segundo Lindbergh Farias (PT-RJ).
- Emendas parlamentares continuam sob escrutínio, com investigações da Polícia Federal e ações do STF envolvendo deputados como Antonio Doido (MDB-PA) e ex-assessora de Arthur Lira.
- Prioridades para 2026 incluem a pauta da tarifa zero no transporte público e a transformação de temas populares em bandeiras eleitorais, além de ajustes na política econômica e pressão por menor inflação e possível queda na taxa Selic.
O governo enfrentou derrotas no Congresso ao longo do ano, mas alguns resultados ajudaram a moldar a narrativa política, como a derrubada inicial do decreto do IOF que foi depois contestado no Supremo. O Planalto sinaliza maior seletividade em 2026, com menos propostas dependentes de aval parlamentar.
Emendas parlamentares continuam sob escrutínio, com investigações em curso. Mandados da PF atingiram assessores de deputados em apuração de irregularidades, ampliando a pressão sobre o uso de emendas. O ambiente eleitoral ganha centralidade na pauta do governo.
Para 2026, o governo aposta em reduzir o envio de propostas que dependam do Legislativo. Entre as pautas discutidas, aparecem redução da jornada de trabalho e tarifa zero no transporte público, vistas como possíveis bandeiras eleitorais. A estabilidade econômica também entra no foco.
Mudanças na relação com o Legislativo
Líderes petistas afirmam que apenas projetos extremamente necessários devem chegar ao Congresso, sinalizando ajuste de estratégia para o próximo ano. A disputa política é apresentada como natural pelos aliados, diante de embates recentes.
Ações e investigações em curso
As investigações sobre emendas seguem em curso, com novas diligências da Polícia Federal e ações no STF. A soma de recursos destinados às emendas continua alta: em 2024, o montante previsto era de cerca de 50 bilhões de reais.
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