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Haddad deixa a Fazenda em fevereiro; ministro resiste a candidatura de 2026

Haddad antecipa saída da Fazenda em fevereiro; não mira 2026, foca em livro e na coordenação da reeleição de Lula; Duringan assume até fim de 2026

1 de 1 Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende tributação maior das bets no Brasil. — Foto: Reuters via BBC
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  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, discutiu com o presidente Lula a possibilidade de deixar o cargo em fevereiro, com a perspectiva de saída até abril para concorrer ao governo de São Paulo ou ao Senado.
  • Haddad afirma não planejar candidatura em 2026, dizendo que quer focar no lançamento de um livro e na coordenação da campanha de Lula à reeleição.
  • Entre as missões do ministro estão a reforma tributária e a aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ cinco mil, além de ações para ampliar justiça tributária.
  • A saída, se confirmada, pode abrir espaço para o secretário executivo da Fazenda, Dário Duringan, assumir o cargo até o fim de 2026.
  • Haddad sustenta que suas principais realizações já foram cumpridas e não pretende disputar as próximas eleições.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está preparando a possível saída do governo, segundo relatos de pessoas próximas. Ele já havia conversado com o presidente Lula sobre deixar a pasta em fevereiro, com a expectativa de sair até abril para candidatar-se ao governo de São Paulo ou ao Senado.

Entretanto, Haddad tem reiterado a interlocutores que não pretende disputar as eleições de 2026. A prioridade atual dele é lançar um livro já pronto e coordenar a campanha de reeleição de Lula, mantendo foco nas próximas etapas da gestão econômica.

A hipótese de substituição, caso se confirme, abriria espaço para o secretário-executivo da Fazenda, Dário Durantean, assumir o cargo até o fim de 2026, mantendo a continuidade das ações prioritárias da pasta.

Entre as referências do ministro, destacam-se a defesa de medidas para ampliar a justiça tributária, incluindo a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, além de uma agenda de reformas tributárias ainda em pauta.

A possível transição ocorre em meio a debates sobre reformas estruturais e ajustes fiscais, com Haddad defendendo uma abordagem que preserve o equilíbrio macroeconômico e as metas fiscais do governo.

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