- Lula pediu aos ministros que entrem em contato com senadores amigos para pedir apoio à indicação de Jorge Messias ao STF, em reunião ministerial de 2025.
- A nomeação depende da aprovação do Senado e enfrenta resistência entre parlamentares, levando o Planalto a intensificar a articulação política.
- A sabatina de Messias havia sido prevista para 10 de dezembro, mas houve atraso na comunicação oficial ao Congresso.
- Lula destacou que a indicação é por mérito e defendeu a lealdade de Messias à ex-presidenta Dilma Rousseff, reforçando a proximidade do advogado com o PT.
- Messias tem histórico como procurador do Banco Central e da Fazenda Nacional, passagem pelo Ministério da Educação e atuação na gestão de Dilma, sendo associado ao apelido “Bessias”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a seus ministros que entrem em contato com senadores amigos para pedir apoio à indicação de Jorge Messias ao STF. A ação ocorreu em meio a resistência no Senado e à intensificação da articulação política do Planalto.
Segundo relato, a orientação veio durante a última reunião ministerial de 2025, realizada em Brasília. Lula pediu que mensagens de fim de ano fossem usadas para abrir canais de diálogo com senadores.
Messias é visto como advogado-geral da União com ligações históricas ao PT. Ele defendeu Dilma Rousseff durante o impeachment e teve passagem por órgãos como Banco Central e Fazenda Nacional, além de cargos no governo anterior.
Contexto político e desdobramentos
A indicação gerou ruídos no Senado, com o presidente da casa, Davi Alcolumbre, resistindo à escolha e cogitando pautar a sabatina para 10 de dezembro, pedido que recuou por falta de comunicação oficial.
A demora no envio da indicação foi interpretada como estratégia para ampliar conversas com senadores. A defesa oficial destaca o mérito técnico de Messias, não motivações pessoais na nomeação.
Messias ocupou o situacional no Ministério da Educação durante o governo de Aloizio Mercadante e atuou como subchefe de Assuntos Jurídicos da presidência durante o governo Dilma.
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