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Moraes critica articulação do PL sobre a Dosimetria

Moraes afirma que, após o devido processo, não haverá atenuantes; PL da Dosimetria segue no Senado para evitar novas rupturas institucionais

Trama golpista: a crítica de Moraes à articulação pelo PL da Dosimetria
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  • O ministro Alexandre de Moraes, no último julgamento de núcleos da trama golpista pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, criticou o PL da Dosimetria, em tramitação no Senado.
  • O projeto, aprovado pela Câmara na semana passada, altera a forma de calcular as penas de crimes como golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
  • Moraes disse que não há espaço para atenuantes após o devido processo legal, para evitar rupturas institucionais.
  • Na sessão, a Primeira Turma condenou por unanimidade Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, e mais quatro réus no núcleo 2 da operação.

O ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do julgamento do núcleo 2 da trama golpista, criticou a aprovação no Congresso de um projeto que altera a Dosimetria. A sessão ocorreu na Primeira Turma do STF nesta terça-feira 16, em Brasília. Moraes afirmou que não há espaço para atenuantes após o devido processo legal, buscando evitar novas rupturas institucionais.

Condenações ocorreram por unanimidade contra o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques e mais quatro réus, no contexto das decisões sobre o núcleo 2. Moraes destacou que a fixação das penas tem função preventiva, para impedir que grupos que insistem em desconstituir o Estado se mantenham no poder.

Dosimetria e o debate legislativo

O PL da Dosimetria, já aprovado pela Câmara, tramita agora no Senado. O texto altera a forma de calcular penas de crimes como golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Moraes vinculou o tema à necessidade de evitar novos abusos contra a democracia.

Segundo o ministro, mudanças no cálculo de penas após o devido processo legal poderiam sinalizar tolerância a tentativas de ruptura institucional. O STF, ao concluir o julgamento do núcleo 2, reforçou a mensagem de que não se admite a tomada de instituições por grupos que se organizam para permanecer no poder.

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