- OpenAI contratou George Osborne, ex-chanceler do Exchequer, ampliando o histórico de ex-políticos britânicos em empresas de tecnologia.
- O premiê inglês, Rishi Sunak, passou a atuar como consultor da Anthropic e da Microsoft; Liam Booth-Smith, chefe de gabinete de Sunak, também entrou na Anthropic.
- Nick Clegg, ex-líder do Liberal Democrats, tornou-se investidor em IA após passagem pela Meta; Tony Blair atua via o Tony Blair Institute influenciando políticas de IA.
- A Câmara dos Comuns acompanha a situação do revolving door, com preocupações sobre a influência de grandes techs na regulação.
- Órgãos públicos também circulam entre tecnologia e governo: Public Digital ganhou contratos governamentais; Raia Hadsell (Google DeepMind) e Tom Blomfield (Monzo) foram nomeados para cargos públicos ligados à IA.
OpenAI contratou o ex-chanceler George Osborne, em meio a um movimento de figuras públicas entre Legislativo e tech. A nomeação deve ampliar a presença de IA no setor público, segundo apurações. A medida reforça o uso de talento político em grandes firmes de tecnologia.
Nos últimos meses, o premiê Rishi Sunak assumiu funções de consultoria com Anthropic e Microsoft. O objetivo, segundo fontes, é aproximar governos de soluções de IA e acelerar adoção de tecnologias privadas no setor público.
Liam Booth-Smith, chefe de gabinete de Sunak, ingressou na Anthropic após assinar memorando com o governo britânico. A mudança mostra a circulação de executivos entre governo e startups de IA, elevando o monitoramento sobre conflitos de interesse.
Raia Hadsell, vice-presidente de pesquisa da Google DeepMind, foi nomeada para um cargo público ligado à IA. Tom Blomfield, fundador do Monzo, também assumiu posição similar, sinalizando a escalada de especialistas para políticas públicas.
Paralelamente, a Public Digital, empresa de consultoria do governo, fechou contratos governamentais relevantes. Um de seus sócios, Emily Middleton, assumiu cargo estratégico no serviço digital público, ampliando a influência do setor privado no governo.
Contexto do movimento
O fluxo entre Westminster e Silicon Valley é alvo de escrutínio de comitês parlamentares, que acompanham a chamada revolving door. Críticos sinalizam riscos de distorção regulatória pela entrada de ex-políticos em tech giants.
Intelectuais e assessores avaliam que cargos com grandes empresas de IA favorecem acesso a dados, políticas públicas e regulações. A tensão envolve garantias de independência e transparência nas decisões técnicas.
Implicações para políticas de IA
Especialistas destacam que acordos com governos visam ampliar uso de IA em serviços públicos e saúde, educação e defesa. A competição entre empresas como OpenAI, Anthropic e Nvidia molda o estágio regulatório internacional.
A mídia inglesa aponta que o Brasil, União Europeia e outros mercados acompanham o ritmo de investimento e cooperação público-privada em IA. A presença de nomes de peso intensifica o debate sobre governança tecnológica.
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