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Plano de usina solar em faixa cinza é rejeitado

Conselho de Doncaster rejeita Marr Solar Farm em terreno de 77 hectares, apesar de recomendação de aprovação, após mais de mil objeções; empresa pretende recorrer

Councillors decided the "perceived benefits" of the solar farm scheme did not "clearly outweigh" the harms.
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  • O comitê de planejamento da City of Doncaster Council rejeitou, por unanimidade, o Marr Solar Farm, empreendimento de 77 hectares, após sessão de duas horas de falas e debates.
  • A decisão aconteceu apesar de os oficiais de planejamento terem recomendado a aprovação do projeto.
  • A empresa proponente, Enviromena, disse que irá recorrer da decisão.
  • O processo recebeu mais de mil e duzentas representações, todas elas alegações de objeção, conforme o representante que spoke antes do comitê.
  • O terreno, que já cultiva batata, trigo e cevada, foi criticado por potenciais impactos na vila rural e por alterações na classificação de uso de solo de cinturão verde para cinturão cinzento (grey belt).

A votação ocorreu na terça-feira, quando a Câmara Municipal de Doncaster rejeitou, por unanimidade, o projeto Marr Solar Farm, proposto para um terreno de 77 hectares na região de Doncaster. O comitê de planejamento considerou que os supostos benefícios não superam os danos, mesmo com recomendação de aprovação dos oficiais de planejamento.

Durante cerca de duas horas de declarações, perguntas e debates, moradores e representantes apresentaram objeções ao empreendimento. A empresa contratada pela solo Enviromena informou que planeja recorrer da decisão.

Detalhes do processo e apoio local

Mais de 1.270 manifestações foram recebidas sobre o projeto, segundo o Serviço de Reportagem Local de Democracia. Um dos interlocutores destacou que o terreno hoje mantém culturas como batata, trigo e cevada, ressaltando impactos agrícolas.

Pamela Moorhouse, vereadora da Marr Parish Council, contou ao comitê que a plantação só ofereceria ocultação do terreno após oito anos, o que seria prejudicial à vila rural. Oposição também foi apresentada por três `conselheiros` municipais.

Contexto regulatório e impactos econômicos

Antes da reunião, os documentos indicavam mudança de classificação do site, de green belt para grey belt, conceito utilizado no Reino Unido para áreas de proteção menos rígida. A designação de grey belt pode permitir o uso produtivo em áreas de menor qualidade, segundo a nota oficial. O debate também mencionou impactos em estabelecimentos locais, como lojas agrícolas e cafeterias que dependem da atividade rural.

Os vereadores Cynthis Ransome, Oliver Bloor e Rachel Reed manifestaram-se contrários ao projeto, destacando riscos para a economia local e para a comunidade. A decisão, tomada por votação unânime, interrompeu o avanço do empreendimento até a eventual apelação da empresa.

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