- Londres e Manchester vão intensificar o tratamento de protestos pró-Palestina, incluindo prisões de quem proferir “globalise the intifada” ou tiver placa com a frase.
- As manifestações começaram em outubro de 2023, após o ataque do Hamas a Israel; as autoridades dizem que palavras têm consequências reais e vão agir de forma mais firme.
- Os chefes das duas forças reiteraram que quem incitar medo à comunidade judaica pode ser preso, e mencionaram uso de poderes do Public Order Act, com medidas sobre sinagogas em Londres durante serviços.
- Grupos pró-Palestina criticam a medida; já a Community Security Trust saudou a ação como passo importante para conter incitação à violência.
- A Crown Prosecution Service não informou se a nova linha terá sustento jurídico; autoridades destacam que o contexto de ameaça tem mudado e exige resposta mais assertiva.
O plano de endurecimento da fiscalização a manifestações pró-Palestina foi anunciado por duas forças policiais britânicas, a Metropolitan Police de Londres e a polícia Greater Manchester (GMP). As autoridades disseram que vão prender quem gritar o slogan globalise the intifada ou carregar cartazes com a frase durante protestos. A medida é uma resposta aos ataques que ampliaram o temor entre comunidades judaicas.
Segundo as autoridades, os protestos começaram em outubro de 2023, após o ataque do Hamas contra Israel, que motivou a invasão de Gaza. A polícia de Londres registrou o maior volume de manifestações, seguida pela GMP, que também vem recebendo instruções para atuação mais firme diante de incidentes que envolvam comunidades judaicas.
Em uma declaração conjunta, o comissário da Met, Sir Mark Rowley, e o chefe da GMP, Sir Stephen Watson, afirmaram que palavras e cânticos têm consequências reais, e que muitos termos usados não atingiam os critérios de acusação. Com o contexto de crescentes ameaças, afirmou-se que a atuação passará a ser mais contundente e que prisões poderão ocorrer.
A dupla policial ressaltou que oficiais de linha de frente receberão orientação sobre a nova abordagem, incluindo o uso de poderes do Public Order Act, com medidas que também alcançam serviços em sinagogas de Londres. Ainda foi destacada a possibilidade de protestos a favor do povo palestino sem intimidar comunidades judaicas ou violar a lei.
Organizações ligadas à causa palestina, como a Campaign Against Antisemitism, criticaram a nova diretriz, enquanto a Community Security Trust saudou a medida como essencial para frear incitamento violento. Por outro lado, a CPS não confirmou como o novo protocolo se sustenta ante o escrutínio dos tribunais.
Fontes próximas às negociações indicam que a polícia acredita que havia críticas insuficientes à atuação anterior, com parte do público observando protestos sem que houvesse ação, diante da dúvida sobre a viabilidade de condenação. A CPS acompanha de perto casos de crimes de ódio contra judeus, com avaliações contínuas sobre possibilidades de acusação.
Intifada, termo usado para descrever insurgência, é objeto de debates sobre seu significado entre diferentes comunidades. Enquanto grupos judaicos veem a expressão como estímulo a violência, defensores palestinos destacam que o termo remete à resistência contra opressão. A avaliação dos tribunais será decisiva para eventuais responsabilizações.
O Community Security Trust reforçou que a repressão a palavras de incitamento é necessária diante do atual cenário de violência global contra judeus, ressaltando que medidas devem ser acompanhadas pela CPS. Já a imprensa fiscaliza o desenrolar do processo e as decisões judiciais sobre a aplicabilidade das novas regras.
Até o momento, não houve definição oficial sobre a suspensão ou proibição total de protestos com mensagens associadas ao termo. As autoridades deixam claro que o objetivo é reduzir o risco de violência sem restringir de forma ampla o direito de expressão.
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