- Um agente disfarçado, Mark Jenner, admitiu ter enganado uma mulher, Alison, mantendo-a em um relacionamento de cinco anos enquanto infiltrava campanhas de esquerda e anti-racismo.
- Ele informou que a farsa ajudou a apresentar-se como uma pessoa mais confiável, facilitando a obtenção de informações sobre as atividades dos ativistas.
- Jenner revelou que, durante a operação, era casado e teve filhos, ocultando o relacionamento com Alison da esposa; chamou o comportamento de traição grosseira.
- A testemunha disse que a relação com Alison foi “cronometrada” para aumentar a eficácia da operação, e que o engano foi mantido por décadas.
- A investigação examina como, entre 1995 e 2000 em Hackney, leste de Londres, policiais se envolviam sexualmente com pessoas sob identidade falsa; Jenner recebeu uma comenda pelos serviços.
Um oficial infiltrado admitiu ter enganado uma mulher por cinco anos, infiltrado em campanhas de esquerda, segundo o inquérito sobre spycops. Mark Jenner viveu como casal com a ativista conhecida como Alison, sem revelar que era policial disfarçado. A relação serviu para espionar ativistas anti-racistas.
Jenner admitiu que manteve o relacionamento quando Alison desejava filhos, de forma apontada como extremamente cruel. A estratégia lhe permitiu parecer mais completo e conquistar a confiança dos ativistas que acompanhava. O depoimento ocorreu no âmbito de investigações sobre operações de infiltração.
Durante o período de atuação, Jenner era casado e tinha filhos. Ele ocultou o relacionamento com Alison da esposa, reconhecendo uma traição grave e afirmando que sua conduta foi appalling, unconscionable e inaceitável. O investigado já havia confessado o engano a colegas.
A sindicância ouve, entre outras coisas, como o unit SDS, da polícia especial, tinha conhecimento da relação aberta entre Jenner e Alison e ainda assim não atuou. Segundo Jenner, a relação ajudou a obter informações sobre os movimentos que espionava.
Alison relatou que Jenner era bem recebido pela família, com encontros e viagens em comum. O inquérito questiona se Alison teria consentido em relação íntima caso soubesse da verdadeira identidade dele. Jenner afirmou que não houve reflexão sobre esse aspecto.
Jenner ingressou na operação entre 1995 e 2000, atuando em Hackney, leste de Londres, e a relação durou quatro anos. Em 2000, ele sumiu da vida de Alison, fingindo depressão. Após anos de pesquisa, Alison descobriu a condição de policial undercover. Jenner chegou a receber uma comenda pela atuação.
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