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Presidente da FCC aponta que agência pode não ser independente diante temores de Trump

Declaração de Brendan Carr gera preocupação com aumento de controle de Trump sobre agências independentes, após a FCC sugerir que não é agência autônoma

Chairman of the Federal Communications Commission (FCC) Brendan Carr speaks during a Senate committee oversight hearing on Wednesday. Photograph: Bonnie Cash/UPI/Shutterstock
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  • A declaração de Brendan Carr sugeriu que a FCC não é uma agência independente, após a frase ser removida da missão online da agência, o que levantou preocupações sobre maior controle da Casa Branca.
  • Durante a sabatina nesta quarta-feira, senadores democratas questionaram Carr sobre comentários relacionados a Jimmy Kimmel e tensões entre a FCC e a imprensa após críticas a Donald Trump.
  • Carr afirmou que qualquer concessionária que transmite pela rádio ou TV deve cumprir o padrão do interesse público, base legal desde 1934, mas reconheceu a natureza vaga do conceito.
  • Senadores ressaltaram preocupações com censura governamental e a investigação da FCC sobre um broadcaster de San Francisco, recebendo defesa de Carr sobre responsabilização das emissoras ao interesse público.
  • Entre críticas, senadora Amy Klobuchar questionou se é adequado usar a posição para intimidar empresas; senadores Ed Markey e Tammy Baldwin criticaram supostas pressões sobre a independência da FCC.

Brendan Carr afirmou durante uma audiência que a FCC não é uma agência independente, sugerindo que houve retirada de esse rótulo da missão online. A declaração repercutiu enquanto cresciam preocupações sobre maior controle da Casa Branca sobre agências independentes desde o retorno de Donald Trump ao poder em janeiro.

O foco do debate foi a atuação da administração para ampliar sua influência sobre reguladores federais. Carr, defensor de Trump, já enfrentou acusações de pressionar redes de televisão após críticas feitas a Trump por Jimmy Kimmel. A tensão voltou a ganhar o radar público com as falas do chairman.

Durante a audiência, senadores democratas questionaram Carr sobre comentários envolvendo a TV e o uso de poder regulatório. Carr citou um padrão de interesse público, defendendo que licenciados que operam no espectro devem cumprir esse critério.

Críticos afirmaram que a postura de Carr sinaliza censura ou controle indevido sobre conteúdo de humor político. Carr respondeu que a responsabilidade com o interesse público permanece há décadas. A discussão envolveu ainda a forma de responsabilização de radiodifusores.

A senadora Amy Klobuchar pediu clareza sobre a conduta da FCC em relação a uma emissora de San Francisco. Ela sugeriu censura governamental, o que Carr negou, destacando o objetivo de aplicar regras de hoax e de distorção de notícias.

Ponto de virada

  • Deputados criticaram Carr por suposta fala de alinhamento com a administração, enfatizando a independência da agência. Carr reiterou o compromisso com o padrão de interesse público e com a prestação de contas.

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