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Qesser Zuhrah, greve de fome ligada ao Palestine Action, é levado ao hospital

Protestos diante da prisão resultam na transferência para atendimento emergencial de prisioneira em greve de fome há 46 dias

Qesser Zuhrah is one of two prisoners, along with Amy Gardiner-Gibson, also at HMP Bronzefield, who has been refusing food for 46 days. Photograph: Handout
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  • Aditi Zuhrah, brasileira de 20 anos, está em greve de fome há 46 dias e permanece em Bronzefield, Kent; foi levada ao hospital após pressão de apoiadores por atendimento médico urgente.
  • Protestos externos à prisão foram realizados para exigir atendimento imediato, embora a instituição afirme que todos os presos têm acesso a cuidados de saúde, inclusive em instalações externas, quando necessário.
  • A organização Prisoners for Palestine informou que uma ambulância chegou apenas na tarde de quarta-feira, após relatos de entrada negada à Bronzefield para Zuhrah, que não conseguia ficar em pé e reclamava de dores contínuas.
  • Além de Zuhrah, outras presas em Bronzefield em greve de fome há dias são Amy Gardiner-Gibson (46), Heba Muraisi (44), Teuta Hoxha (38), Kamran Ahmed (37) e Lewie Chiaramello (12), todas presas por supostas ações do Palestine Action; elas buscam fiança imediata e fim de restrições de comunicação.
  • Na política, o ex-líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, questionou o primeiro-ministro Keir Starmer sobre uma reunião com representantes das grevistas; Starmer recusou.

A jovem de 20 anos que participa de uma greve de fome foi levada ao hospital após manifestantes se reunirem em frente à prisão para exigir atendimento médico emergencial. Qesser Zuhrah está detida no HMP Bronzefield, em Kent, enquanto aguarda julgamento, e completa 46 dias sem ingerir alimentos.

Segundo o coletivo Prisoners for Palestine, a direção da prisão teria negado a entrada de uma ambulância em Bronzefield na tarde de terça-feira, apesar de Zuhrah não conseguir ficar em pé e sofrer dores no chão da cela. A equipe institucional afirmou que todos os presos têm acesso pleno a cuidados de saúde.

Reação pública e respaldo institucional

Zarah Sultana, deputada, e apoiadores de Zuhrah permaneceram nas proximidades durante a noite, cobrando transferência para atendimento de emergência. A presidente do Partido Verde, Jenny Jones, juntou-se aos protestos, ressaltando que a condição da prisioneira pode ser de risco vital.

Uma ambulância chegou na tarde de quarta-feira para remover Zuhrah ao hospital. Segundo o grupo Prisoners for Palestine, ela relatou fortes dores no peito, falta de ar, dor abdominal e lombar, além de sinais vitais supostamente avaliados de forma intermitente e reposição de eletrólitos inadequada após o retorno do hospital na sexta-feira, devido à suposta falta de suprimentos.

Contexto processual e demandas

Zuhrah é uma das duas prisioneiras de Bronzefield em período de 46 dias sem alimentação, ao lado de Amy Gardiner-Gibson. Outras presas em greve são Heba Muraisi (dia 44), Teuta Hoxha (dia 38), Kamran Ahmed (dia 37) e Lewie Chiaramello (dia 12), este último com diabetes. Todas enfrentam acusações relacionadas a protestos do Palestine Action e devem cumprir prazos de detenção pré-julatório superiores a um ano.

As demandas incluem liberdade provisória imediata, encerramento da proibição ao Palestine Action e melhoria na comunicação com advogados e família.

Acompanhamento e posição institucional

O HMP Bronzefield informou que não é possível detalhar casos específicos, mas confirmou que todos os detidos recebem avaliação médica periódica e acesso a atendimentos externos, quando necessário. Segundo a administração, a gestão de prisioneiros segue políticas nacionais de avaliação de risco e de segurança, com recursos para queixas diretas na prisão. A NHS Foundation Trust também orientou o Guardian a buscar posicionamento no Ministério da Justiça.

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