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Cabo Gilberto, novo líder da oposição, mira crescimento até as eleições

Novo líder da oposição, Cabo Gilberto Silva, vê espaço para Flávio Bolsonaro crescer até 2026, mesmo com Lula na dianteira; PEC da Segurança e PL Antifacção adiadas

Cabo Gilberto Silva (PL-PB), o novo líder da oposição (Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados)
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  • Cabo Gilberto Silva assume a liderança da oposição na Câmara e aposta no crescimento de Flávio Bolsonaro até as eleições de dois mil e vinte e seis, com apoio de partidos de centro e maior exposição pública.
  • Pesquisa Genial/Quaest aponta Lula com 46% e Flávio Bolsonaro com 36% no cenário de segundo turno, considerando mil pessoas tem 95% de confiança e margem de erro de dois pontos percentuais.
  • PEC da Segurança e PL Antifacção foram adiadas para o próximo ano; o oposicionista defende o adiamento da PEC de segurança para evitar conflitos entre categorias.
  • Jair Bolsonaro é destacado como puxador de votos; Flávio Bolsonaro pode ganhar força caso haja apoio de centristas, segundo o novo líder da oposição.
  • Oposição aponta fragilidades institucionais e crítica o STF/TSE; há dificuldades de articulação no Congresso e preocupação com a direção da pauta para 2026.

Novo líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB) assume o cargo em um cenário de tensão institucional e expectativa sobre o desempenho de figuras de centro na alignação de alianças para 2026. A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é vista como possibilidade de crescimento, mesmo com Lula em posição de vantagem nas pesquisas de intenção de voto.

A mudança ocorreu nesta terça-feira (16), com a passagem do comando da oposição após a eleição interna. O antecessor, Luciano Zucco (PL-RS), entregou o posto em reunião com a bancada. Gilberto sinaliza que o cenário permanece aberto e que o Momentum político deve mudar com a evolução das campanhas e a exposição pública dos candidatos.

Segundo levantamento Genial/Quaest, Lula aparece com 46% e Flávio Bolsonaro com 36% em cenário de segundo turno, em pesquisa realizada entre 11 e 14 de dezembro com 2.004 entrevistados. A publicação aponta margem de erro de dois pontos percentuais e confiança de 95%. Os números refletem o momento pré-campanha oficial, com cenários ainda não consolidados.

Nova liderança e cenário eleitoral

Em entrevista à Gazeta do Povo, Cabo Gilberto afirma que a oposição precisa recompor equilíbrio entre os poderes. Ele cita cassações de parlamentares e ações consideradas perseguição política, destacando casos no Paraná e em São Paulo. O novo líder reforça a importância de articulação com o plenário para avançar pautas, como a anistia, mesmo diante de menor número de membros na oposição.

Ainda sobre o STF, o deputado alega interferência institucional que pode impactar o processo eleitoral de 2026. Ele aponta decisões desiguais entre TSE e STF e classifica como problemática a atuação de ministros que atuam como investigadores, acusadores e juízes simultaneamente. A oposição pretende cobrar maior equilíbrio e respeito às escolhas dos candidatos.

Sobre a agenda de 2026, a oposição mantém Flávio Bolsonaro como principal opção de competition com Lula, embora reconheça resistência de parte dos partidos de centro. Gilberto afirma que pretende atrair apoios para reduzir o espaço do segundo turno, caso haja necessidade de pleito via disputa entre Flávio e Lula.

Ponto de atenção: pautas urgentes e orçamento

Entre as pautas da oposição, estão a segurança pública e críticas à gestão econômica. A PEC da Segurança e o PL Antifacção foram adiados para o próximo ano. O novo líder justifica o adiamento da PEC pela necessidade de construir um texto mais equilibrado entre categorias, mantendo a valorização dos profissionais da segurança.

No campo econômico, a oposição aponta alta de juros e crescimento do déficit público como efeitos de políticas atuais. A cobrança inclui a percepção de aumento de impostos e a expansão de programas sociais, com impacto direto no cotidiano da população. A atuação no Orçamento é apresentada como prioridade na próximos meses.

Oposição também trabalha para manter o foco em frear o que chamam de interferência institucional. A expectativa é de que o ex-presidente Jair Bolsonaro amplie a participação na campanha de Flávio, reconhecendo que o apoio popular pode influenciar votos em diferentes estados.

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