- Flávio Bolsonaro busca reduzir rejeição e fortalecer a candidatura de 2026, adotando moderção e construção de projeto próprio.
- Pesquisa Genial/Quaest (11 a 14 de dezembro de 2025) mostra 62% não votariam nele, 13% votariam com certeza e 23% poderiam votar.
- Estão ocorrendo encontros com setores econômicos, incluindo almoço com representantes da Faria Lima, para amenizar temores do mercado.
- Analistas destacam que a rejeição não é imutável: mudança de postura, discurso e proposta econômica sólida podem ampliar apoio, especialmente entre independentes e centristas.
- Há disputa interna na direita sobre credenciais de vanguarda, com a necessidade de um programa econômico definido e equipe técnica para ampliar confiança do mercado e do eleitorado.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) encara um cenário desafiador para 2026, com alta rejeição e uma recuperação potencial por meio de reposicionamento político. Pesquisas indicam que parte do eleitorado busca mudanças estruturais, não apenas ajustes de discurso.
A Genial/Quaest divulgou levantamento realizado entre 11 e 14 de dezembro de 2025. O estudo apontou que 62% afirmaram que não votariam nele, 13% votariam com certeza e 23% poderiam votar. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
O conjunto de dados sugere espaço para estratégias de marketing político e construção de um projeto próprio, com foco em economia, governabilidade e propostas consistentes. Especialistas destacam a importância de reduzir a rejeição para ampliar o alcance.
Rejeição não é imutável e exige estratégias
Flávio mantém apoio entre conservadores, evangélicos e apoiadores de Jair Bolsonaro, o que explica certa competitividade em cenários específicos. Ainda assim, a rejeição persiste entre independentes e segmentos de centro.
Analistas discutem que mudanças de postura, discurso e um eixo econômico sólido podem reduzir resistências. O senador afirma ser mais centrado e moderado, mantendo alinhamento com princípios do pai.
O articulado movimento de reposicionamento inclui maior contato com mídia e ampliação de alianças, com foco em uma imagem de moderação. Médicas estratégias de comunicação e uma equipe técnica são apontadas como cruciais.
Consolidação de eixos econômicos e relação com o mercado
A formação de uma equipe econômica de peso e propostas para inflação, dívida, regulação e desestatizações aparecem como chave para reduzir desconfianças. A previsibilidade de políticas é citada como fator central.
Especialistas avaliam que a apresentação de um programa econômico sólido pode aumentar a confiança de setores do mercado e eleitores preocupados com estabilidade. Ações nesse sentido são vistas como decisivas para ganhar espaço.
Flávio tem citado apoio de Tarcísio de Freitas e planeja estruturar uma plataforma econômica baseada em técnicas de mercado. Um almoço com representantes do setor financeiro da Faria Lima visou amenizar temores do mercado.
Indecisos, independentes e centro em foco
Pesquisas associam a rejeição elevada ao pelotão de eleitores indecisos e moderados, que costumam rejeitar candidaturas polarizadas. O sobrenome Bolsonaro garante visibilidade, mas também limitações em parte do eleitorado.
Especialistas sugerem discurso mais pragmático em segurança, saúde, emprego, empreendedorismo e custo de vida, para atrair esse grupo. A autonomia programática é vista como forma de ampliar espaço no centro.
A construção de um projeto próprio, com posições autônomas, é destacada como essencial para reduzir dependência simbólica do capital político herdado. A ideia é sinalizar maturidade institucional.
Desempenho passado e necessidade de consenso na direita
Parte da rejeição decorre de episódios anteriores, incluindo denúncias ligadas ao chamado esquema das rachadinhas. Em setores urbanos e independentes, esse histórico continua influente.
Analistas ressaltam que transparência, institucionalidade e propostas concretas podem mitigar impactos. A convergência de posições na direita também é apontada como importante para ampliar apoio.
A discussão sobre imóveis e movimentações financeiras também entra na avaliação de reputação. Embora alguns casos tenham avançado pouco no Judiciário, o impacto simbólico persiste entre eleitores moderados.
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