- Encontro reservado no domingo (14) reuniu Lula, Hugo Motta e Haddad para alinhar votações da agenda econômica.
- Câmara aprovou na noite anterior projeto que corta gastos tributários em 10% e aumenta a taxação sobre bets, fintechs e Juros sobre Capital Próprio (JCP).
- Se aprovado pelo Senado ainda nesta semana, o texto vai à sanção presidencial e pode abrir quase R$ 30 bilhões para o fechamento das contas de 2026.
- Há acordo com o Senado para que o projeto seja votado ainda nesta quarta-feira (17), seguindo para o Planalto.
- A reconciliação ocorre após atritos entre Lula e Motta, com objetivo de limpar a pauta e manter as contas públicas sob controle.
O que aconteceu: Lula se reuniu no domingo (14) com Hugo Motta para alinhar votações da agenda econômica, com a participação do ministro Fernando Haddad. Na noite anterior, a Câmara aprovou um projeto que corta gastos tributários e aumenta a taxação sobre bets, fintechs e Juros sobre Capital Próprio.
Quem está envolvido: além de Lula, estiveram presentes Hugo Motta, presidente da Câmara, e Haddad, ministro da Fazenda. O acordo foi fechado para facilitar a votação de medidas que ajudam a fechar as contas públicas de 2026.
Quando e onde: encontro ocorreu no domingo (14) em Brasília. A Câmara aprovou o texto na noite anterior, ainda em sessão deliberativa.
Por quê: a pauta busca destravar votações da agenda econômica e assegurar recursos para o próximo ano, com estimativa de quase 30 bilhões de reais para o Orçamento de 2026, caso o Senado aprove o texto ainda nesta semana.
Caminhos e desdobramentos
A proposta em pauta envolve um corte linear de 10% em benefícios e incentivos fiscais, defendido originalmente por Motta e alinhado ao Ministério da Fazenda. O texto também eleva a tributação sobre apostas, fintechs e JCP.
A Câmara pretende levar o projeto ao Senado ainda nesta semana, com sanção presidencial possível caso seja aprovado. A articulação busca consolidar o fechamento das contas públicas para 2026 e reduzir ruídos políticos na relação entre Poder Executivo e Legislativo.
Antes do encontro, havia atrito entre Lula e Motta, relacionado à indicação do relator do projeto da Lei Anticorrupção. Interlocutores dos dois lados reforçam que a reconciliação visa manter o governo estável e facilitar votações ainda neste fim de ano.
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