- A Polícia Federal encontrou material de interceptação determinado pelo então juiz Sérgio Moro, em uma operação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal.
- A íntegra de uma conversa de 3 de fevereiro de 2005 entre Tony Garcia e Heinz Georg Herwig tem 52 minutos; Garcia aparece como “agente infiltrado” de Moro.
- Em 7 de julho de 2025, Moro pediu nova gravação de Heinz; o caso tramita em sigilo e o material foi encaminhado ao presidente do STF, Dias Toffoli.
- O conteúdo cita críticas a Moro e cita políticos que, segundo os interlocutores, também não seriam de competência dele; Garcia tinha acordo de colaboração com o Ministério Público Federal em 2004.
- Moro afirma que a gravação não exigia autorização judicial na época e que apenas uma autoridade do Tribunal de Contas do Paraná foi gravada; o caso não envolve Lava Jato.
O material de interceptação determinada pelo então juiz Sergio Moro foi alvo de nova apuração. A Polícia Federal encontrou registros no início deste mês em uma operação autorizada pelo STF, envolvendo autoridades fora da alçada de Moro. A PF acessou a íntegra da transcrição de uma conversa de 52 minutos gravada em 3 de fevereiro de 2005, entre Tony Garcia e Heinz Georg Herwig.
Garcia aparece como um suposto agente infiltrado ligado a Moro, em meio a um acordo de colaboração com o Ministério Público em 2004. A conversa gravada aponta críticas à atuação de Moro e cita autoridades do TCE paranaense. O material foi encaminhado ao ministro Dias Toffoli, que autorizou busca e apreensão na 13ª Vara, mantendo o caso em sigilo.
Novo desdobramento e contexto
Moro, hoje senador, divulgou nota reafirmando que a gravação não exigia autorização judicial na época, e que apenas uma autoridade do TCE teria sido gravada. O comunicado também sustenta que a cooperação de Tony Garcia encerrou em 2005 e não teve relação com a Lava Jato. A PF informou que há referência a uma nova gravação prevista para 7 de julho de 2025, solicitada por Moro.
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