- Jonas Donizette, futuro líder do PSB na Câmara, sinaliza alinhamento do PSB com Geraldo Alckmin na chapa de Lula; Alckmin permanece como potencial candidato ao governo paulista em cenários do PSB.
- O PSB paulista pretende três ministros na montagem: Marcio França disputaria o governo do estado; Fernando Haddad e Marina Silva disputariam o Senado. França é do PSB, Haddad do PT e Marina da Rede (em vias de retorno ao PSB).
- Donizette afirma que há grande chance de Marina se transferir para o PSB e de ela disputar o Senado; caso não haja viabilidade, Marina pode tentar novamente uma vaga na Câmara.
- O deputado aposta que o governador Tarcísio de Freitas, hoje no Republicanos, buscará a reeleição; ele entende que a eleição presidencial será dura, mas Lula está no Planalto.
- Em relação às eleições no Paraná, Ratinho Júnior pode ver Moro como ameaça para o governo; Moro é amplamente posicionado nas pesquisas, o que pode influenciar a chapa presidencial de Ratinho.
O PSB mantém a aposta em Geraldo Alckmin como figura fixa na chapa, sem abrir mão de sua posição no cenário nacional. Jonas Donizette, que pode ser líder do partido na Câmara, confirmou a proximidade do vice-presidente com Alckmin, ex-líder do governo na Assembleia de São Paulo. A leitura interna do PSB aponta que Alckmin permanece alinhado com a candidatura de Lula.
Segundo Donizette, o desenho paulista desejado pelo PSB para o governo do estado envolve três ministros. Marcio França concorrerá ao governo, enquanto Haddad e Marina Silva disputariam Senado — Marina, hoje na Rede, pode retornar ao PSB, dependendo de questões jurídicas em aberto.
A depender do andamento das tratativas, Marina poderia ingressar no PSB ou buscar vaga no Senado. Se a candidatura ao Senado não decolar, a deputada poderia tentar novamente vencer uma vaga na Câmara. Donizette ainda avalia o cenário com o governador Tarcísio de Freitas como adversário na reeleição.
Cenário estadual e nacional
Donizette prevê uma eleição presidencial mais competitiva do que em 2022, com Lula no Planalto e não mais dependente de uma máquina pública tão impactante quanto a de Bolsonaro à época. O parlamentar afirma que a popularidade de Lula precisa de continuidade, enquanto Tarcísio pode buscar a reeleição.
Em Campinas, o cenário avaliado pelo PSB indica que a popularidade de Lula e de Tarcísio chegou a níveis próximos durante o auge de tarifas, o que, na visão dele, favoreceria o petista. O relato ressalta que, no interior paulista, Lula perdeu para Bolsonaro em 2022, enquanto Haddad venceu na capital.
Cenários de oposição e fatos recentes
Donizette comenta que pesquisas de intenção de voto pós-anúncio da candidatura de Flávio Bolsonaro ao lado de Ratinho Júnior reforçam a leitura de que Ratinho Jr. é o principal nome da oposição para 2026, caso Moro não siga adiante. O senador Sérgio Moro é apontado como entrave no Paraná para Ratinho.
O ministro Mauro Moro aparece como fator relevante para a estratégia de Ratinho, que visa eleger um sucessor no Paraná e pode, conforme o deputado, ganhar fôlego para negociações nacionais caso neutralize esse empecilho local. Essa conjuntura é vista como determinante para a chapa presidencial de Ratinho, caso avance.
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