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Senado inicia análise do PL da dosimetria após aprovação na CCJ

Senado inicia a análise do PL da Dosimetria, com emenda de Moro limitando reduções em regime fechado apenas aos crimes do 8 de janeiro; governo sinaliza veto

Senador Esperidião Amin (PP-SC) é o relator do projeto da dosimetria no Senado (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
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  • O plenário do Senado começou a analisar o PL da dosimetria, já aprovado pela CCJ por 17 votos a 7, com mudanças para restringir o alcance aos atos de 8 de janeiro.
  • O relator aceitou emenda de Sergio Moro que limita a redução de pena em regime fechado apenas aos crimes contra o Estado Democrático de Direito, evitando retorno à Câmara.
  • Houve acordo político para votar ainda nesta quarta, mas a base do governo sinaliza veto e houve resistência de alguns partidos.
  • Com a dosimetria, a pena de Jair Bolsonaro pode recuar de 5 anos e 11 meses para cerca de 3 anos e 3 meses (podendo chegar a 2 anos e 3 meses, conforme a aplicação).
  • Se o plenário aprovar, o texto vai à sanção presidencial; com o recesso, eventual veto só seria analisado em fevereiro de 2026.

O plenário do Senado iniciou a análise do PL da Dosimetria, projeto que altera a fixação de penas para os atos de 8 de janeiro de 2023. A votação foi viabilizada após acordo para evitar retorno à Câmara dos Deputados.

O texto passou pela CCJ com 17 votos a favor e 7 contra, e passou a tramitar diretamente no plenário. Houve resistência sobre abranger crimes além dos ocorridos naquele dia, o que motivou emenda do senador Sergio Moro.

Emenda e objetivo

A emenda de Moro restringe a redução de pena em regime fechado apenas a crimes contra o Estado Democrático de Direito. O relator sustenta que a mudança é apenas de redação, não de mérito, dispensando retorno à Câmara.

Governo e votações

Mesmo com sinal de veto presidencial, a base do governo participou de acordo para votar ainda hoje na CCJ e no plenário. A articulação envolveu calendarização com outra matéria prioritária ao governo.

A coordenação política provocou críticas de partidos da base, como MDB e PSD, que passaram a questionar os termos do acordo. Alguns aliados preferiram não registrar voto na CCJ.

Impacto previsto

O projeto, defendido pela base como ajuste técnico, pode afetar o tempo de cumprimento da pena de condenados pelos atos de 8 de janeiro, inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro. A avaliação é de que a dosimetria pode reduzir penalidades.

Líderes do governo reiteraram a posição contrária ao PL da Dosimetria e orientaram a base a votar contra, mesmo diante de negociações para a tramitação. O texto poderá seguir para sanção presidencial caso passe pelo plenário.

Caso haja aprovação, o veto presidencial pode ser analisado apenas em fevereiro de 2026, em novo retorno do Legislativo após o recesso. O governo ainda discute caminhos para viabilizar votações remanescentes neste período.

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