- Tony Burke afirma ter “plena confiança” nas decisões da ASIO, diante de questionamentos sobre como o pai e o filho envolvidos no ataque de Bondi teriam viajado às Filipinas no mês passado sem sinalização.
- A comunidade judia de Bondi se prepara para mais funerais após os 15 mortos no ataque, com 17 dos 38 feridos ainda hospitalizados, entre eles um em estado crítico.
- Burke disse ter revisado as decisões da ASIO em relação a Naveed Akram, 24 anos, e afirmou confiar nas ações tomadas ao longo do tempo.
- Autoridades filipinas confirmaram que Akram e seu pai, Sajid, viajaram para Davao entre 1 e 28 de novembro, permanecendo sobretudo na cidade durante quatro semanas.
- O governo reinstaurou a supervisão das informações no Home Affairs, destacando que Asio e a Polícia Federal dispõem de mais recursos para monitorar extremismo.
O ministro da Justiça, Tony Burke, disse ter plena confiança nas decisões da ASIO após revisar ações envolvendo Naveed Akram, o jovem de 24 anos acusado de 59 crimes, incluindo 15 homicídios, no ataque em Bondi. A observação ocorre em meio ao luto da comunidade judaica local, com 15 mortos.
Burke informou que revisou decisões da ASIO desde 2019, quando Akram surgiu em primeiro plano por ligações com componentes de suposta célula do Estado Islâmico. O ministro afirmou que, independentemente de mudanças de governo, confia no tratamento dado aos casos e nas ações adotadas.
O ataque em Bondi elevou o peso da investigação sobre eventuais falhas de vigilância. Enquanto a comunidade se prepara para novas cerimônias fúnebres, 17 dos 38 feridos permanecem hospitalizados, entre eles um crítico.
Viagem à Filipinas e movimentação institucional
Autoridades filipinas confirmaram que Akram e o pai Sajid viajaram entre 1 e 28 de novembro, com Davao, no Mindanao, como destino final. Segundo relatos, o casal permaneceu quase o tempo todo no hotel, sem deslocamentos significativos pela cidade.
Burke disse não poder confirmar publicamente se a ASIO continuou monitorando Akram após a avaliação de seis meses, nem se o passeio ao exterior acionou listas de alerta, afirmando apenas que as listas são extensas.
O ministro também explicou que houve retorno das atribuições da ASIO e da Polícia Federal ao Ministério da Administração Interna para facilitar o compartilhamento de informações. Disse ainda que os recursos para monitorar extremismo aumentaram, assegurando audiências adequadas junto ao governo.
Mike Burgess, diretor-geral da ASIO, ressaltou a necessidade de distinguir entre narrativa antissemita e ações de violência, destacando que a organização condena o extremismo e que a colaboração com autoridades é contínua.
Contexto político e resposta diplomática
Na esteira dos acontecimentos, o primeiro-ministro israelense afirmou ter conversado com familiares de vítimas e com representantes da comunidade judaica australiana, condenando os ataques como resultado do antissemitismo. O premiê australiano, Anthony Albanese, chamou o ataque de puro mal e pediu união nacional para apoiar a comunidade judaica.
Durante um memorial interconfessional, Albanese pediu que a nação se una, sem diferenciar pela fé, para assegurar paz, estudo e convivência harmoniosa para todos os cidadãos. O debate sobre políticas de política externa australianas segue sem influir diretamente na cobertura das investigações.
Entre na conversa da comunidade