- Congresso aprovou projeto que reduz a pena de Jair Bolsonaro, condenado a mais de vinte e sete anos por planejar golpe para derrubar as eleições de 2022, somando crimes e ficando com a pena maior.
- O texto agora vai para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem quinze dias úteis para sancionar ou vetar; há expectativa de veto, mas congresso conservador pode derrubar.
- A medida reduz o tempo de prisão em regime fechado, de no mínimo seis anos, para pouco acima de dois anos, dependendo de benefícios como cumprimento de bom comportamento.
- Aprovado também favorece assessores de Bolsonaro e militares envolvidos no caso, além de centenas de manifestantes que participaram da tomada de Brasília em dezoito de janeiro de dois mil e vinte e três.
- A decisão é vista como revés para quem defendia reparação ampla; analistas apontam que pode abrir ciclo de impunidade, segundo comentários de especialistas.
O Congresso aprovou um projeto que reduz a pena de Jair Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos por planejar o golpe de 2022. A proposta soma crimes e consolida a pena apenas pelo delito mais grave, beneficiando Bolsonaro, assessores e militares. Agora aguarda assinatura ou veto de Lula, com possibilidade de reversão pelo Congresso.
A Câmara dos Deputados aprovou o texto na semana passada; o Senado encaminhou a votação para o fim da tarde de quarta-feira. Se o presidente sancionar ou o Congresso derrubar o veto, a mudança entra em vigor. A redução depende de mecanismos como regimes de cumprimento e bom comportamento.
Quem está envolvido e por que
Os efeitos atingem Bolsonaro, seus auxiliares próximos e oficiais militares condenados pelo papel no golpe. Além disso, centenas de pessoas que invadiram Brasília em 8 de janeiro de 2023 são citadas como beneficiárias indiretas da alteração.
O tema divide opiniões no país: parte da população vê a medida como avanços de impunidade, enquanto opositores argumentam que o projeto corrige distorções do sistema penal. Políticos conservadores celebram a aprovação.
Perspectivas e desdobramentos
Lula já indicou que deve vetar o texto, mas analistas apontam que o Congresso, dominado pela base conservadora, pode derrubar o veto. A decisão final pode redefinir a duração de cumprimentos de várias condenações ligadas ao golpe.
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