- A Câmara cassou os mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem; os suplentes Missionário José Olímpio e Dr. Flávio assumem as vagas.
- A decisão foi tomada pela Mesa Diretora, sem votação em plenário, assinada pelo presidente Hugo Motta e publicada no Diário da Câmara.
- A oposição reagiu com críticas, enquanto parlamentares de partidos alinhados ao governo comemoraram a medida.
- Líderes de partidos destacaram diferentes leituras sobre o processo, com alguns defendendo que houve vacância e que o mandato não protege da Justiça.
- Há ainda relato de que, para cassação em definitivo, o regimento exige análise e voto em plenário; alguns integrantes insistem que houve ato de vacância dos cargos ocupados.
A Mesa Diretora da Câmara cassou, nesta quinta-feira 18, os mandatos de Eduardo Bolsonaro (SP) e Alexandre Ramagem (RJ), ambos do PL. A decisão, publicada no Diário da Câmara, não ocorreu em plenário e terá suplentes ocupando as vagas: Missionário José Olímpio e Dr. Flávio, respectivamente.
A medida gerou críticas na oposição e celebração entre aliados do governo. O ato foi assinado pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e demais integrantes da gestão. A condução sem voto no plenário foi alvo de contestação entre parlamentares.
Vagas e consequências
Missionário José Olímpio e Dr. Flávio passam a ocupar as cadeiras, com os suplentes assumindo de forma imediata, conforme o regimento. A perda dos mandatos envolve a possibilidade de inelegibilidade, com análise prevista no âmbito do processo legislativo.
Líderes da base elogiaram a decisão, afirmando que reforça a defesa do governo. Parlamentares de oposição alegam que o ato demonstra politically a interferência institucional sem votação em plenário, o que, segundo eles, pode fragilizar a legitimidade do processo.
Reações no plenário
Líderes de partidos de esquerda classificaram a decisão como vitória da democracia e destacaram que o Parlamento deve manter-se firme na fiscalização. Parlamentares de centro e oposição criticaram o que chamaram de uso de mecanismos administrativos para cassação de mandatos.
Entre aliados, o tom foi de apoio ao marcha do governo e de crítica aos procedimentos. Alguns deputados salientaram que o Congresso precisa atuar dentro do devido processo e da legalidade, ressaltando que o caso envolve também a discussão sobre a fiscalização de condutas parlamentares.
Contexto e próximos passos
Especialistas lembraram que a cassação de mandatos depende de análise em plenário para todos os cargos, ainda que a Mesa tenha tomado a decisão administrativa. A expectativa é de que os novos ocupantes tomem posse nos próximos dias, conforme acionamento dos setores da Câmara.
A repercussão pública incluiu mensagens de aliados, que destacaram a importância de manter o equilíbrio entre o Judiciário, o Legislativo e o Executivo. Ainda não há confirmação de novas movimentações ou recursos para reverter o ato.
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