- Lula encerra 2025 otimista, destacando balanço econômico estável, inflação mais baixa e aumento da massa salarial, com menor desemprego.
- O presidente confia no Banco Central, em Gabriel Galípolo, e mantém expectativa de queda da taxa de juros.
- A pauta externa envolve a negociação do Mercosul com a União Europeia, com reunião do Mercosul prevista para o dia 20 em Foz do Iguaçu; há resistência da UE e de Itália.
- No plano interno, Lula cita combate a fraudes no INSS, defesa de reduzir a jornada de trabalho e a possibilidade de Haddad disputar 2026, com saída de ministros.
- O governo reforça obras de infraestrutura, como a transposição do Rio São Francisco, e mantém postura firme sobre privatizações e leis relacionadas a condenados por golpe.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou 2025 com tom otimista, destacando resultados econômicos até o momento, controle da inflação e metas ambiciosas para 2026. Em um café da manhã com jornalistas, ele tentou antecipar o discurso da reeleição, apresentando números do desempenho econômico e sinais de organização da agenda eleitoral.
Lula citou como metas para o fim do mandato menor inflação, maior massa salarial e menor desemprego, além de expressar inconformismo com desfechos de políticas públicas. O presidente ressaltou que a economia está aquecida, apesar dos juros elevados no patamar de 15% desde junho, e disse confiar no novo comando do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Relações externas e agenda interna
O presidente mencionou movimentos no Mercosul e expectativa de acordo com a União Europeia, com reunião de cúpula marcada para 20 de dezembro, em Foz do Iguaçu. Trump e Meloni foram citados em conversas telefônicas, com Lula descrevendo o presidente americano como “amigo” e até sugerindo reciprocidade econômica como resposta a decisões dos EUA sobre comércio e sanções.
Entre críticas e lamentos, Lula também apontou a necessidade de ampliar o alcance de conquistas do governo, citando a transposição do Rio São Francisco como grande obra que, segundo ele, não é amplamente conhecida pela população. Ações contra abusos em benefícios do INSS também ganharam destaque, com o presidente prometendo investigação caso haja envolvimento de familiares.
Na esfera interna, Haddad, ministro da Fazenda, foi citado como possível candidato em 2026, com perspectivas para cargos estaduais ou legislativos. O presidente informou que não abrirá mão de discutir a redução da jornada de trabalho, desde que haja negociação com sindicatos, mantendo o esforço para evitar dependência excessiva do Legislativo em ano eleitoral.
Até o momento, Lula afirmou que o governo não tem acordo fechado sobre tema controverso de penas de golpistas, deixando claro que eventuais propostas não terão aprovação automática e poderão ser vetadas.
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