- PF e CGU deflagraram nova fase da Operação Sem Desconto, com 16 prisões, 52 buscas e medidas cautelares, em DF e vários estados.
- Entre os presos estão Adroaldo Portal, Romeu Carvalho Antunes e Eric Fidélis; Portal foi afastado e exonerado do Ministério da Previdência.
- Ministério da Previdência afirma não haver envolvimento na operação e destaca autonomia da PF e da CGU.
- O governo, segundo o ministro Wolney Queiroz, não protege ninguém e busca identificar responsáveis e reaver recursos desviados.
- A ação investiga descontos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS, com aval do Supremo Tribunal Federal.
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nova fase da Operação Sem Desconto, destinada a apurar fraudes em descontos indevidos no INSS. Foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva, 52 de busca e apreensão e medidas cautelares, no Distrito Federal e em diversos estados. A ação envolve apuração de esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
Entre os presos, destacam-se Adroaldo Portal, que era secretário-executivo do Ministério da Previdência; Romeu Carvalho Antunes, filho do conhecido como o “Careca do INSS”; e Eric Fidélis, filho do ex-diretor de Benefícios do INSS. Portal foi afastado do cargo, teve prisão domiciliar decretada e acabou exonerado após a operação. Antunes é apontado como operador do esquema, já preso desde setembro. Fidélis também teve prisão decretada.
Segundo o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, o governo não protege ninguém e há autonomia plena para PF e CGU investigarem. Ele afirmou que não houve mandados na pasta e que o objetivo é identificar responsáveis, punir e recuperar recursos desviados. Queiroz ressaltou que o presidente Lula pediu equilíbrio e foco no cuidado com os aposentados.
Contexto e desdobramentos
A investigação já acompanhava, pela PF e CGU, ações para identificar responsáveis e recompor recursos, sem evidências de proteção a envolvidos por parte do governo. A nova fase amplia o alcance, atingindo múltiplos estados e reforçando a necessidade de integridade na pasta.
Ainda segundo as autoridades, cada centavo retirado indevidamente deve retornar aos cofres públicos. A operação segue para ouvir testemunhas, analisar documentos e aprofundar o cruzamento de dados para esclarecer o esquema.
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