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Operação investiga fraudes em benefícios do INSS

Operação Sem Desconto apura desfalque de 6,3 bilhões em descontos indevidos de benefícios do INSS, envolvendo alto escalão e CPI

O Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, acompanhado dos ministros Vinicius Marques de Carvalho (CGU) e Carlos Lupi (Previdência) e do diretor geral da PF, Delegado Andrei Rodrigues, durante coletiva de imprensa quando foi deflagrada a Operação Sem Desconto, em abril de 2025
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  • A Operação Sem Desconto investiga desconto associativo indevido em benefícios do INSS, apurando cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
  • A fraude envolvia descontos não autorizados em aposentadorias e pensões, com falhas de controle que permitiram a continuidade do esquema.
  • O ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi preso em novembro de 2025 e é investigado por manter em cargos estratégicos pessoas ligadas ao grupo.
  • O caso envolve políticos e altos cargos, incluindo o senador Weverton Rocha e o secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo da Cunha Portal.
  • A operação ocorreu no contexto da CPI do INSS, que avançou com quebras de sigilo, e o STF derrubou a prorrogação da comissão em março de 2026.

A Polícia Federal, em parceria com a Controladoria-Geral da União, deflagrou a Operação Sem Desconto, que investiga desvios em descontos associativos em benefícios do INSS. A ação envolve entidades de fachada e aponta falhas de controle na gestão do instituto. A operação já resultou na prisão de pessoas ligadas ao alto escalão do INSS e aumenta a pressão sobre a CPI do INSS.

Segundo as apurações, o esquema teria beneficiado o desvio de cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Os descontos indevidos eram aplicados em aposentadorias e pensões por meio de associações que atuavam como prestadoras de serviços. A CGU identificou que várias entidades não possuíam estrutura suficiente para oferecer os serviços prometidos.

A investigação aponta que o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado em abril de 2025 e preso em 13 de novembro de 2025 durante nova fase da operação. A PF apura se houve omissão ou facilitação de membros da cúpula para manter as fraudes em funcionamento.

Falhas de controle interno sob a gestão de Stefanutto aparecem como fator recorrente. A PF sustenta que ele não suspendeu repasses nem bloqueou convênios com associações suspeitas, o que permitiu a continuidade das irregularidades. Indícios também apontam possível intervenção na coleta de provas.

A Operação envolve ainda desdobramentos políticos. Buscas foram realizadas no Senado contra o líder do PDT, Weverton Rocha, e a prisão do secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo da Cunha Portal, que já atuou como assessor do senador. O objetivo é esclarecer vínculos com o esquema.

As revelações ocorreram no âmbito da CPI do INSS, instalada no Congresso. A comissão aprovou quebras de sigilo de várias pessoas físicas e jurídicas ligadas ao caso, ampliando o escrutínio sobre autoridades e operadores financeiros.

O STF, em março de 2026, derrubou a prorrogação da CPI por 8 votos a 2, classificando a extensão como decisão interna do Congresso. A decisão levou a críticas sobre a condução da comissão e impõe limites à atuação das investigações parlamentares.

O relatório final da CPI indicou a possível participação do filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em relação com o grupo. O parecer também indicou indiciamento de 216 pessoas, entre eles o senador Weverton Rocha e o ex-ministro Carlos Lupi, mas o desfecho depende de encaminhamentos à Procuradoria-Geral da República.

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