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Por que Mendonça não mandou prender o senador Weverton

Ministro Mendonça não decreta prisão de Weverton Rocha; PF mantém buscas, PGR indica dúvidas sobre vínculo direto e recomenda cautela

O senador Weverton Rocha (MA), líder do PDT no Senado. Foto: Divulgação
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  • Mendonça não decretou a prisão preventiva do senador Weverton Rocha; seguiu a recomendação da PGR e as buscas ocorreram nesta quinta-feira 18, na fase da Operação Sem Desconto.
  • A Polícia Federal havia recomendado a prisão por suspeitas de desvios ligados a descontos em benefícios previdenciários, com indícios de envolvimento do parlamentar.
  • A Procuradoria-Geral da República contestou a prisão, dizendo que os elementos apresentados não demonstram vínculo direto entre o senador e as condutas investigadas.
  • O ministro afirmou que a prisão de parlamentar causa efeitos drásticos e defendeu extrema cautela, apontando que o controle social da atividade parlamentar pode reduzir riscos de interferência.
  • A PF mantém as buscas e apreensões; Weverton afirmou ter recebido a diligência com surpresa e se colocou à disposição para esclarecer dúvidas assim que tiver acesso à decisão.

A decisão tomada pelo ministro do STF André Mendonça manteve o ritmo da investigação sobre supostos desvios em benefícios do INSS, fase da Operação Sem Desconto. O magistrado disse não decretar a prisão preventiva do senador Weverton Rocha, alvo de buscas nesta quinta-feira, 18, em Brasília e regiões coincidentes. O julgamento ocorreu após recomendação divergente entre PF e PGR, com Mendonça seguindo a orientação da Procuradoria.

A Polícia Federal apontou fortes indícios de envolvimento do senador com práticas associadas a descontos irregulares de benefícios. Contudo, Mendonça entendeu que a prisão de um parlamentar acarretaria efeitos drásticos e prejudicaria o livre exercício do mandato. O relator destacou a necessidade de extrema cautela e a existência de controle social da atividade parlamentar para reduzir riscos de interferência.

PGR x PF: posições contrapostas

A Procuradoria-Geral da República contestou a robustez das suspeitas e sustentou que não ficou demonstrado vínculo direto entre Weverton e as condutas ilícitas, nem a receipt de valores indevidos. O parecer ressaltou que a existência de ex-auxiliares que teriam recebido dinheiro não implica automaticamente responsabilidade do senador, que não estaria comprovadamente envolvido de forma direta.

A PF, por sua vez, reforçou a linha de atuação anterior, afirmando que Weverton teria se beneficiado de valores ilícitos decorrentes de descontos fraudulentos e mantido relações com integrantes da organização investigada. A oposição entre as partes motivou apenas buscas e apreensões, mantidas até o momento, sem decretação de prisão.

Weverton Rocha reagiu por meio de nota, afirmando ter recebido com surpresa a diligência em sua residência e que se colocaria à disposição para esclarecer dúvidas mediante acesso integral à decisão. A defesa enfatizou que o caso envolve dúvidas a serem esclarecidas, sem conclusões definitivas até a conclusão das apurações.

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