- Nesta manhã, Roberta Luchsinger foi alvo de mandado de busca em Higienópolis na operação “Sem Desconto”, conforme a Polícia Federal.
- A PF aponta o papel dela no núcleo de ocultação de patrimônio e lavagem de capitais, com registros de pagamentos de 300 mil reais a uma empresa vinculada a ela, totalizando 1,5 milhão.
- Em uma mensagem entre o Careca do INSS e um dos sócios, há menção a um repasse de 300 mil reais para “o filho do rapaz”, ainda sem identificação.
- Roberta é neta e herdeira de ex-acionista do Credit Suisse e ex-companheira do delegado Protógenes Queiroz; já criticou Bolsonaro e apoiou Lula publicamente.
- Em 2017, prometeu doar R$ 500 mil a Lula após a condenação do ex-presidente, em meio a ações de apoio financeiro e a postagens sobre figuras da esquerda.
Roberta Luchsinger, herdeira de ex-acionista do Credit Suisse e ex-companheira do delegado Protógenes Queiroz, foi alvo de mandado de busca nesta manhã em Higienópolis, São Paulo, durante a operação Sem Desconto. A Polícia Federal investiga o papel dela no núcleo de ocultação de patrimônio e lavagem de capitais, ligado a um grupo que desviava recursos dos aposentados.
A PF aponta registros de pagamentos de 300 mil reais a uma empresa ligada à família investigada, totalizando 1,5 milhão de reais. Os documentos mencionam repasses para terceiros e apontam estruturas empresariais usadas para movimentação de valores.
As buscas foram autorizadas pelo ministro do STF André Mendonça, com base em mensagens trocadas entre integrantes do núcleo investigado. A decisão cita cinco pagamentos de 300 mil reais entre a Brasília Consultoria Empresarial S/A e a RL Consultoria e Intermediações Ltda., de Roberta.
Roberta é citada pela PF como atuante na ocultação de patrimônio e na gestão de contas e estruturas utilizadas na lavagem de capitais. Em mensagens, um repasse seria destinado ao filho de um dos investigados, segundo a decisão.
A empresária já havia publicado manifestações públicas sobre temas políticos. Em redes sociais, elogiou a condenação de figuras associadas à Lava Jato e criticou setores da direita. Também expressou apoio a Lula e à indicação de Jorge Messias ao STF.
Em 2017, Roberta prometeu doar 500 mil reais a Lula após a condenação do ex-presidente no caso envolvendo bloqueios de bens. Na ocasião, anunciou um movimento de apoio financeiro, visando penhorar bens de planos de previdência e contas bloqueadas.
A investigação em torno de Roberta envolve a entidade Brasília Consultoria Empresarial S/A e a RL Consultoria e Intermediações Ltda., com foco em movimentação de recursos e possível ocultação de patrimônio ligado ao inquérito sobre desvios de aposentados.
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