- A Câmara cassou o mandato de Eduardo Bolsonaro por excesso de faltas, após ele ter ficado ausente em 63 das 78 sessões deste ano.
- Alexandre Ramagem foi condenado pelo STF, em setembro, a 16 anos e um mês de prisão pela participação na tentativa de golpe de Estado em 2022, e está foragido nos Estados Unidos.
- A perda do mandato de Ramagem foi confirmada pela Câmara como consequência da condenação penal.
- Ramagem deixou a Polícia Federal no começo de dezembro, em decorrência da condenação reconhecida pelo STF.
- Eduardo Bolsonaro foi incluído no cadastro de devedores da Câmara por faltas injustificadas, com cobrança de dívida de R$ 13,9 mil referente a ausências de março.
Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem perderam os mandatos na Câmara dos Deputados após decisões que acompanharam a evolução de seus casos no STF e no âmbito técnico da Casa. A cassação ocorreu na quinta-feira, fruto de faltas constantes e de condenações anteriores.
Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ficou ausente de 63 das 78 sessões deste ano, o que representa cerca de 81% das reuniões. A Constituição determina a perda de mandato por excesso de faltas, acima de um terço do total anual de sessões deliberativas.
Ramagem, ex-diretor da Polícia Federal, foi condenado pelo STF em setembro por participação na tentativa de golpe de Estado em 2022. Atualmente, ele está foragido nos EUA, após deixar o Brasil clandestinamente pelo território vizinho, segundo apurações das autoridades.
A decisão de cassação do mandato de Ramagem pela Câmara está alinhada à punição penal, conforme determina o STF. A medida é consequência direta da condenação já registrada no tribunal superior.
Sobre Eduardo, a Câmara também incluiu o parlamentar em cadastro de devedores por faltas injustificadas, com cobrança autorizada pela Casa. O valor é de aproximadamente 13,9 mil reais referente a ausências em março, antes do afastamento temporário.
O termo de cassação de Ramagem foi emitido pela Câmara, seguindo a orientação do STF que já havia determinado a perda de seus direitos políticos. Com isso, ele fica inelegível e não pode votar ou disputar eleições.
No último mês, o ministro Alexandre de Moraes autorizou o início do processo de extradição de Ramagem dos Estados Unidos, após encaminhamento de documentos ao Ministério da Justiça. O objetivo é avaliar os requisitos do tratado bilateral.
Ao mesmo tempo, Ramagem perdeu o cargo na Polícia Federal, em decisão associada à condenação penal. A exoneração foi oficializada por portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Eduardo permanece nos Estados Unidos, onde afirmou ter se mudado em março para evitar suposta perseguição no Brasil. A cassação de seu mandato, no entanto, não impede novas ações legais que possam afastá-lo de outras funções públicas.
Ainda não há conclusão sobre desdobramentos futuros. A Justiça continua acompanhando os trâmites da extradição e as consequências administrativas de Eduardo nas esferas estadual e federal, conforme determina a legislação brasileira.
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