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Senador governista é alvo de operação da PF por fraudes no INSS

PF e CGU deflagram nova fase da Operação Sem Desconto contra fraudes no INSS; senador Weverton Rocha é alvo; 16 prisões e 52 buscas em sete estados

Senador Weverton Rocha (PDT-MA). (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
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  • PF e CGU deflagraram fase da Operação Sem Desconto para apurar fraudes no INSS; há 16 prisões, 52 buscas e apreensões, em sete estados e no Distrito Federal; mandados foram expedidos pelo STF; Weverton Rocha é alvo de busca e apreensão.
  • Os mandados de busca e apreensão abrangem São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão e Distrito Federal.
  • A investigação aponta prática de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, além de organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação/dilapidação patrimonial.
  • Weverton Rocha é relator da indicação de Jorge Messias ao cargo de ministro do STF; há menções a ligações com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, com informações de viaje de jatinho.
  • A fraude no INSS é estimada em 6,3 bilhões de reais, afetando aposentados e pensionistas; o governo já devolveu mais de 2 bilhões.

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram na manhã desta quinta-feira (18) uma nova fase da Operação Sem Desconto para apurar fraudes no INSS. A ação envolve 16 mandados de prisão e 52 de busca e apreensão em seis estados e no Distrito Federal. Os mandados foram autorizados pelo STF, e o senador Weverton Rocha (PDT-MA) figura entre os alvos, com um mandado de busca e apreensão expedido contra ele.

A PF informou que as investigações buscam esclarecer crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação e dilapidação patrimonial. A operação visa aprofundar as apurações já em curso na Sem Desconto, que apura desvios ligados ao INSS.

Weverton Rocha atua como relator da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF. Segundo reportagens, o senador chegou a viajar em jatinho com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, o que gerou perguntas sobre vínculos entre os dois.

Desdobramentos da investigação

A divulgação sobre os vínculos entre figuras ligadas ao governo e supostos operadores do INSS ampliou o escrutínio da CPMI que investiga o tema. Indicações de relacionamento com o grupo investigado têm sido alvo de análise por parte dos agentes da operação.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito já citou Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. Relatos de uma possível relação financeira entre Lulinha e Antunes também são discutidos pela comissão, com alegações de pagamentos mensais de alto valor. Um ex-advogado de Fábio Luís classificou tais acusações como improváveis.

Estimativas apontam que o esquema teria causado cerca de 6,3 bilhões de reais em prejuízos a aposentados e pensionistas. O governo federal já devolveu mais de 2 bilhões de reais aos beneficiários desalocados indevidamente.

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