- O presidente Donald Trump acusou a administração democrata anterior de causar a má economia, inflação alta e desaceleração do mercado de trabalho.
- Anunciou um bônus de Natal de US$ 1.776 para 1,45 milhão de militares, dizendo que os cheques já estão a caminho.
- Em discurso na Casa Branca, reforçou a promessa de um boom econômico e de reformas agressivas no setor habitacional, com expectativa de queda nas taxas de hipotecas.
- A inflação permanece elevada e a taxa de desemprego está em 4,6%, em meio a custos elevados de alimentos, habitação e serviços.
- Trump afirmou ter herdado problemas há onze meses e prometeu investimentos e crescimento econômico para o próximo ano.
O presidente dos Estados Unidos voltou a criticar a administração democrata anterior, atribuindo à gestão passada os problemas econômicos atuais. Em discurso na Casa Branca, Trump prometeu reverter a inflação e recuperar o mercado de trabalho, apontando políticas anteriores como responsáveis pelos obstáculos.
Durante a fala, Trump anunciou um bônus de Natal de US$ 1.776 para as tropas, equivalente a quase R$ 9.8 mil por militar, em alusão ao 250º aniversário da assinatura da Declaração de Independência. O pagamento está apresentado como parte de um “dividendo do guerreiro” financiado por tarifas. Os cheques devem chegar em breve, afirmou o presidente.
No pronunciamento, realizado na Sala de Recepção Diplomática com uma decoração natalina, Trump repetiu mensagens já adotadas na campanha recente. Ressaltou que, dentro de onze meses, herdou uma situação econômica considerada complexa, prometendo um boom econômico que, segundo ele, seria apoiado pela queda de tarifas.
Anúncio de bônus e promessas econômicas
Trump afirmou que as tarifas sobre importações ajudariam a financiar o bônus aos militares e sustentaram a narrativa de reformas rápidas no setor habitacional, incluindo propostas de reformas “mais agressivas” da história norte-americana.
O presidente descreveu gráficos para provar que a economia segue caminho de recuperação, com crescimento de rendimentos, queda de inflação e aumento de investimentos. Afirmou ainda que líderes estrangeiros veem os EUA como país promissor, repetindo a ideia de melhoria econômica continental.
A crítica à gestão anterior também reforçou a leitura de responsabilidade sobre custos ao consumidor, alegando que altas tarifas contribuíram para a inflação. O discurso destacou melhorias esperadas no mercado de crédito, especialmente nas hipotecas, segundo a promessa de queda de juros.
Panorama econômico e popularidade
A avaliação pública a respeito de Trump tem apresentado queda, em meio a um momento de elevados custos de vida. O cenário é marcado por eleições intercalares de 2026, quando republicanos devem disputar o controle da Câmara e do Senado.
O pronunciamento ocorreu em meio a expectativas de recuperação econômica, após semanas de debates sobre inflação, tarifas e política de impostos. A promessa de novos investimentos industriais é apresentada como parte de um plano de sustentar o consumo no próximo ano.
No âmbito trabalhista, a taxa de desemprego subiu de 4% para 4,6%, após o período anterior de recuperação. Trump assegura que investimentos em novas fábricas devem impulsionar empregos na indústria e que restituições de impostos devem dinamizar o consumo.
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