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Votação do PL da Dosimetria no Congresso: o que está em jogo

Congresso vota veto de Lula ao PL da Dosimetria, com chance de reduzir penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro e beneficiar Bolsonaro

Senadores da oposição comemoram aprovação do PL da Dosimetria; na foto, Esperidião Amin (PP-SC), relator da matéria, no plenário do Casa
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  • Congresso analisa veto de Lula ao PL da Dosimetria, que reduziria penas de condenados pelos ataques de oito de janeiro e beneficiaria Jair Bolsonaro, em sessão conjunta da Câmara e do Senado.
  • A proposta altera a dosimetria: escolher a pena mais grave entre golpes de Estado e abolição violenta, com aumento de um sexto a metade, e reduz pena de um a dois terços para crimes praticados em contexto de multidão.
  • Também determina menor tempo para progressão de regime nesses crimes: um sexto, independentemente de reincidência ou uso de violência.
  • Lula vetou integralmente o projeto; para derrubar o veto, é preciso maioria absoluta separada: 257 votos de deputados e 41 de senadores. A matéria pode voltar ao STF para interpretação de aplicação às penas já fixadas.
  • O impacto esperado é redução de penas totais e do tempo em regime fechado para condenados na trama golpista e no oito de janeiro, com Bolsonaro entre os potenciais beneficiados.

O Congresso analisa nesta quinta-feira 30 a análise do veto do presidente Lula ao projeto de lei que permite reduzir a pena de condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro, beneficiando o ex-presidente Jair Bolsonaro. A votação ocorre em sessão conjunta da Câmara e do Senado.

A proposta, apresentada como alternativa ao texto que previa anistia, estabelece que as penas por golpe de Estado não sejam somadas quando ocorrentes no mesmo contexto. A pena mais grave pode prevalecer, com aumento de um sexto a metade em alguns casos. Também reduz penas de tentativa de golpe em contextos de multidão.

Além disso, o texto fixa o menor tempo de cumprimento da pena para progressão de regime em crimes contra a democracia, de um sexto, independentemente de reincidência ou de uso de violência. A ideia é reduzir a duração total das penas.

Como Lula se posicionou? O presidente vetou integralmente o projeto, e o Congresso pode derrubar o veto com maioria absoluta de cada casa, 257 deputados e 41 senadores, contabilizados separadamente. O veto ainda pode retornar ao STF para interpretação.

Quem está envolvido? O governo federal, representado por Lula, é o protagonista do veto. A Câmara e o Senado participam da eventual derrubada. O ex-presidente Bolsonaro figura entre os citados como beneficiário potencial, conforme a leitura da matéria.

Qual é o impacto? A proposta pode reduzir penas totais e o tempo mínimo de regime para condenados na trama golpista e nos crimes de 8 de janeiro. A depender da interpretação, Bolsonaro poderia ter mudança relevante no cumprimento da pena.

Desdobramentos

O tema deve retornar ao STF para avaliação de como a legislação se aplica às penas já fixadas. A decisão final depende do resultado da votação e da leitura da corte sobre eventual retroação da norma. Não há conclusão no desfecho do caso.

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