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Congresso aprova Orçamento 2026 com fundão eleitoral de quase R$ 5 bilhões e R$ 61 bilhões em emendas

Congresso aprova Orçamento de 2026 com fundão eleitoral de quase R$ 5 bi e R$ 61 bi em emendas, mantendo superávit de R$ 34,5 bi e piso de investimentos de R$ 83 bi

O plenário da Câmara dos Deputados. Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
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  • O Congresso aprovou o orçamento da União para 2026, encerrando o ano legislativo antes do recesso.
  • O orçamento prevê superávit primário de 34,5 bilhões de reais, com meta que pode chegar a até 68,6 bilhões na margem de tolerância.
  • Emendas parlamentares somam 61 bilhões de reais, sendo 37,8 bilhões de emendas impositivas (26,6 bilhões individuais; 11,2 bilhões de bancada) e 12,1 bilhões de emendas de comissão; ainda há 11,1 bilhões para despesas discricionárias e Novo PAC.
  • O fundão eleitoral reservado para 2026 fica em quase 5 bilhões de reais, em ano de eleição.
  • O piso mínimo de investimentos é de 83 bilhões de reais (0,6% do PIB), com recursos direcionados principalmente ao Novo PAC; o orçamento total da União fica em cerca de 6,5 trilhões de reais, com 1,8 trilhão para refinanciamento da dívida e aumento de 12,4 bilhões em despesas com pessoal.

O Congresso Nacional aprovou, nesta sexta-feira 19, o Orçamento da União para 2026, encerrando o ano legislativo antes do recesso. A votação ocorreu na sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado, após aprovação inicial pela Comissão Mista de Orçamento.

O texto prevê um superávit primário de 34,5 bilhões de reais para o próximo ano, alinhado ao novo arcabouço fiscal. A meta pode chegar a 68,6 bilhões de reais na margem de tolerância, caso haja condições mais favoráveis.

Emendas parlamentares e fundo eleitoral

O Orçamento destina cerca de 61 bilhões de reais em emendas parlamentares, com 49,9 bilhões sob controle direto de deputados e senadores. Emendas impositivas somam 37,8 bilhões, entre individuais e de bancada.

As emendas de comissão representam 12,1 bilhões, sujeitas à liberação do Executivo. Ainda há 11,1 bilhões de reais para despesas discricionárias e para projetos do Novo PAC, cuja destinação fica a cargo do governo federal.

O fundão eleitoral para 2026 fica próximo de 5 bilhões de reais, tema sensível por ocorrer em ano eleitoral. A quantia integra o conjunto de gastos do Orçamento.

Investimentos e estrutura das despesas

Um piso mínimo de 83 bilhões de reais é fixado para investimentos, equivalente a 0,6% do PIB estimado para 2026. O recurso deve atender principalmente obras do Novo PAC, que enfrenta gargalos e paralisias.

O Orçamento total da União para 2026 chega a cerca de 6,5 trilhões de reais, sendo 1,8 trilhão destinado ao refinanciamento da dívida pública. O teto de despesas para os Três Poderes foi definido em aproximadamente 2,3 trilhões.

Despesas com pessoal e encerramento

O texto prevê um aumento de 12,4 bilhões de reais nas despesas com pessoal, incluindo reajustes, criação de cargos e reestruturação de carreiras no Executivo, Legislativo e Judiciário. A aprovação marca o encerramento dos trabalhos do Legislativo em 2025, abrindo espaço para o recesso.

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