- A Polícia Federal realizou buscas no Rio de Janeiro e no Distrito Federal nesta sexta-feira, na Operação Galho Fraco, desdobramento de ação anterior sobre desvio de cota parlamentar.
- O ministro Flávio Dino afirmou haver indícios robustos de participação dos deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ) no esquema de uso de recursos da cota para despesas inexistentes.
- Segundo o despacho, houve quebra de sigilos bancário e de direitos e valores mantidos em instituições financeiras dos dois parlamentares, com depoimentos de assessores apontando organização criminosa.
- O ato aponta que haveria divisão de tarefas entre assessores e os parlamentares para ocultar valores oriundos de infração penal, possivelmente peculato.
- Jordy negou as acusações, dizendo estar sendo perseguido pelo STF; Sóstenes não se pronunciou e marcou entrevista coletiva para as 12h na Câmara.
Nesta sexta-feira, a Polícia Federal deflagrou a Operação Galho Fraco, cumprindo mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. O objetivo é investigar possível uso irregular de cota parlamentar por dois deputados federais da base aliada do governo, com desdobramentos de uma apuração anterior.
Segundo o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, foram encontrados indícios robustos de participação dos deputados Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy em um esquema de desvio da cota para atividades legislativas na Câmara. As investigações abrangem quebras de sigilos bancários e depoimentos de assessores que apontam organização criminosa ligada à cota.
Os mandados também envolveram a quebra de sigilos de direitos e valores mantidos em instituições financeiras dos dois parlamentares. O objetivo, segundo o caso, é ocultar ou dissimular valores provenientes de infração penal, potencialmente peculato. Jordy negou as acusações, afirmando estar sendo perseguido pelo STF, enquanto Sóstenes ainda não se manifestou.
Desdobramentos da operação
A ação é um desdobramento de uma investida ocorrida há cerca de um ano, quando assessores de Sóstenes Cavalcante foram alvos por suspeita de uso indevido de recursos da Câmara via locadora de veículos. A nova fase amplia as apurações sobre a relação entre os dois deputados e a organização criminosa citada.
A definição de crime ainda depende de avaliação das provas reunidas, incluindo novos depoimentos de assessores e documentos apreendidos. As informações oficiais sobre prisões ou vínculos diretos com pessoas físicas não foram divulgadas até o momento.
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