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Fachin discute código de conduta do STF e prestação de contas à sociedade

Fachin promete diálogo sobre código de conduta para ministros do STF e afirma que a transparência é essencial ao Estado Democrático de Direito

Nesta segunda (29) o Ministro Edson Fachin toma posse como presidente do Supremo Tribunal Federal e Ministro Alexandre de Moraes será o vice presidente.
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  • Durante a última sessão de 2025, o presidente do STF, Edson Fachin, anunciou diálogo sobre diretrizes éticas para a magistratura e a criação de um código de conduta inspirado no modelo alemão.
  • Fachin afirmou que a transparência é elemento constitutivo do Estado Democrático de Direito e que prestar contas à sociedade é obrigação da Corte.
  • Ele destacou que o diálogo será o compasso do debate e informou que já conversou com colegas do STF e com presidentes de outros tribunais sobre o tema.
  • O ministro enfatizou a importância do respeito às posições divergentes, da atuação contramajoritária com prudência e do respeito às competências dos demais Poderes.
  • Para 2026, o STF planeja ações para manter a independência, aprofundar a colegialidade, proteger a institucionalidade, ampliar o acesso à justiça e combater a violência, entre outros objetivos.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, disse nesta sexta-feira, 19, que haverá diálogo sobre a criação de um código de conduta para ministros, destacando a obrigação de prestar contas à sociedade e a importância da transparência na prática institucional. A declaração ocorreu durante a última sessão do STF em 2025.

Fachin afirmou que a transparência não é atributo opcional, mas elemento constitutivo do Estado Democrático de Direito. Ele lembrou que já vinha tratando do tema e mencionou a proposta em gestação de estabelecer diretrizes éticas para a magistratura, em sintonia com o debate público.

O ministro informou que já conversou com colegas do STF e com presidentes de outros tribunais sobre a ideia, inspirada no código de conduta do Tribunal Constitucional da Alemanha. Contudo, a iniciativa enfrenta resistência em setores da Corte.

Contexto e desdobramentos

O presidente do STF ressaltou a importância do respeito a posições divergentes, afirmando que debates fundamentados fortalecem as decisões. Ele destacou que o Judiciário deve atuar com prudência e respeitar as competências dos demais Poderes, sem desprezar a necessidade de diálogo.

Fachin disse ainda que o Supremo não pode ceder a pressões externas nem a expectativas momentâneas, mantendo o compromisso com a Constituição. A fala enfatizou o papel da Corte na defesa do Estado de Direito e da independência judicial.

Para 2026, o ministro apresentou temas prioritários, como a proteção da independência do Judiciário, o aprofundamento da colegialidade e ações para ampliar acesso à justiça, especialmente para os mais vulneráveis.

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