- Câmara dos Deputados decidiu, na quinta-feira (18), declarar perda de mandato de Eduardo Bolsonaro por 59 faltas não justificadas desde março.
- Eduardo está exilado nos Estados Unidos desde fevereiro, atuando junto ao pai, Jair Bolsonaro.
- Veículos internacionais destacaram as ausências e o vínculo com Jair Bolsonaro, com especial menção a La Nación, EFE, ABC News e Bloomberg.
- La Nación atribuiu as faltas à mudança para os EUA para atuar como lobista em defesa do pai.
- Bloomberg apontou queda do interesse de Donald Trump na situação da família Bolsonaro, com mudanças de foco político.
A Câmara dos Deputados declarou a perda de mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por 59 ausências não justificadas desde março. O ex-deputado estava instalado nos Estados Unidos desde fevereiro para atuar junto ao pai, Jair Bolsonaro, conforme o trabalho de lobismo anunciado pela defesa.
A decisão foi anunciada na quinta-feira (18). Eduardo Bolsonaro acumulou 59 faltas injustificadas nas sessões deliberativas do plenário, dentro do prazo permitido pela Constituição para perda de mandato por ausência.
Contexto internacional
Veículos estrangeiros destacaram o afastamento de Eduardo e o vínculo com Jair Bolsonaro. La Nación apontou a mudança para os EUA para atuar junto a apoiadores no exterior. A matéria lembra que o ex-presidente enfrenta situações jurídicas no Brasil.
A agência EFE detalhou o número de ausências e a consequência jurídica. Segundo a agência, a perda de mandato decorre de faltas reiteradas desde março, em meio a controvérsias envolvendo a família Bolsonaro.
ABC News mencionou a alegação de perseguição política por parte de Eduardo e sua pressão sobre o governo norte-americano. A rede destacou o interesse de Donald Trump no tema e o papel de Eduardo no pleito.
Bloomberg apontou queda no interesse de Trump pela situação da família Bolsonaro, situando a conjuntura no âmbito de relações com o governo Lula. A matéria destacou impactos políticos no Brasil e nos EUA.
Eduardo Bolsonaro comentou o desfecho. Ele afirmou que a ida aos Estados Unidos valeu a pena e que houve consequências para os chamados ditadores. Em tom de defesa, disse que a história não acabou e citou a busca por uma bancada robusta em 2022.
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