- PF deu início a uma operação nesta sexta-feira, 19, contra deputados do PL, com autorização do ministro Flávio Dino, atingindo endereços no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.
- Mensagens de assessores indicam pagamentos “por fora” a uma empresa de fachada, supostamente com anuência dos parlamentares.
- Custa chegar a 27 milhões de reais em movimentações não declaradas entre os assessores investigados.
- A empresa Haruê Locação de Veículos é apontada como fachada e, apesar de dissolvida irregularmente, continua recebendo pagamentos.
- Jordy e Sóstenes Cavalcante não comentaram; está marcada coletiva na Câmara para tratar do assunto.
O Ministério Público Federal autorizou uma operação da Polícia Federal nesta sexta-feira contra deputados do PL, Jordy e Sóstenes Cavalcante, em investigação sobre desvio de cota parlamentar. A ação ocorre após a PF identificar mensagens entre assessores sobre pagamentos por fora ligados a uma empresa de fachada. A decisão foi assinada pelo ministro Flávio Dino do STF.
A PF esteve em endereços dos dois parlamentares no Distrito Federal e no Rio de Janeiro. Os investigadores apontam indícios de repasses não declarados que somam até 27 milhões de reais entre assessores próximos aos deputados. A operação busca esclarecer o papel da suposta empresa arrendada para veículos.
Mensagens obtidas pela PF indicam que pagamentos eram negociados com a suposta empresa de fachada, com menções a pagamentos por fora em pelo menos duas ocasiões. A análise integra a decisão de Dino para a operação realizada hoje.
Diligências e irregularidades identificadas
Conforme o relatório, a Haruê Locação de Veículos não funciona mais no endereço registrado, o que aponta dissolução irregular da empresa. Apesar disso, a PF aponta que os pagamentos continuam ocorrendo, o que reforça a suspeita de participação dos deputados.
Sóstenes Cavalcante ainda não se manifestou oficialmente sobre o andamento da operação. Jordy também não comentou publicamente, mas há previsão de coletiva na Câmara para tratar do tema.
A investigação envolve uma possível estrutura de desvio de verbas parlamentares por meio de uma empresa de aluguel de veículos. A PF continua apurando documentos, contratos e transferências associadas aos envolvidos.
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