- O juiz da Suprema Corte de Victoria criticou a política de checagens noturnas de detidos, chamando-a de “idiota” e “cruel”, afirmando que pode comprometer julgamentos de longa duração em cortes regionais.
- A crítica surgiu após decisão de maio de transferir o julgamento de assassinato de D’Elio, Stott e Clarke de Shepparton para Melbourne, porque os réus estavam sem sono.
- O juiz explicou que a checagem horária de bem-estar não era necessária, especialmente porque os detidos eram classificados como de baixo risco e as circunstâncias eram diferentes das de inquéritos anteriores.
- D’Elio foi condenado por assassinato, sequestro e incêndio criminoso; Stott foi condenada por sequestro e homicídio culposo; Clarke foi condenado por sequestro; Clarke já foi sentenciado; D’Elio e Stott devem ser sentenciados em fevereiro.
- A transferência do julgamento só veio a público recentemente, pois as razões não puderam ser publicadas até o término do julgamento.
O juiz da Suprema Corte da Victoria criticou duramente a política de checagens noturnas de detidos, considerada “idiota” e “cruel”, por colocar a privação de sono em risco o direito a um julgamento justo. A prática ocorreu sob o pretexto de bem-estar, após questionamentos sobre mortes em custódia.
Em maio, a Corte decidiu transferir o julgamento de três acusados – Kylie Stott, 40, Dimitri D’Elio, 27, e Danny Clarke, 41 – do Tribunal de Shepparton para Melbourne. A mudança ocorreu porque os réus estavam muito cansados para acompanhar o processo.
Segundo o juiz Michael Croucher, as checagens a cada hora, com iluminação, falar ou pedir para levantar, não eram necessárias para esses caso. Ele ressaltou que os réus já eram considerados de baixo risco e estavam sob julgamento por crimes graves como assassinato, sequestra e incendiamento.
Desdobramentos do caso
Stott foi considerada culpada por sequestro e homicídio, Clarke por sequestro, e D’Elio por assassinato, sequestro e incêndio. Clarke já recebeu sentença, anunciada na última segunda-feira. D’Elio e Stott devem ser sentenciados em fevereiro.
O entendimento de que o sono interrompido poderia comprometer uma defesa adequada foi central na decisão de deslocar o julgamento. A publicização das razões só ocorreu após o término do processo, levando a críticas públicas recentes sobre a conduta policial durante o caso.
As informações são confirmadas pela íntegra do relatório da Suprema Corte, divulgado neste mês. A polícia de Victoria não apresentou novos comentários oficiais sobre a política de bem-estar desde a decisão de maio.
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